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SÃO PAULO – Não basta toda a crise que afeta as empresas automobilísticas no mundo todo, duas das maiores montadoras do mundo sofrem nesta quinta-feira (14) após dois escândalos atingirem seus nomes. A primeira é a Fiat, que viu suas ações serem suspensas na Bolsa após notícia de um processo nos EUA, enquanto a Renault marca sua pior queda em 17 anos em Paris com suspeita de fraude em emissões.
A marca italiana Fiat Chrysler Automobiles (FCA) teve seus negócios suspensos em Milão depois de caírem 8% na sequência de uma notícia de que duas concessionárias de Chicago entraram com um processo no qual acusam a montadora de inflar suas vendas nos EUA. O site setorial Automotive News disse que duas concessionárias acusam a empresa de oferecer dinheiro a concessionárias para relatar que veículos não vendidos foram vendidos.
O Automotive News citou um porta-voz da FCA nos EUA afirmando que não poderia comentar, já que a montadora não recebeu o processo. Contatado pela Reuters, um porta-voz da FCA na Itália não quis comentar.
“A notícia vem em um momento muito ruim”, escreveu a corretora italiana Mediobanca Securities em nota, citando que o mercado já está enfraquecido e o impacto do escândalo de emissão de poluentes da Volkswagen. “Investidores estão nervosos sobre ações de montadoras… Por essas razões, a reação dos preços das ações é difícil estimar e provavelmente irracional”, disse.
Enquanto isso, agentes franceses de uma unidade antifraude fizeram buscas em escritórios da Renault na última semana, segundo publicou a agência de notícias France Press (AFP). A ação foi voltada para unidades de controle de motores, o que indicaria uma possível investigação de fraude em emissões de poluentes, afirmou o sindicato de trabalhadores da empresa.
Com a notícia, as ações da Renault chegaram a cair 23% na Bolsa de Paris, o que representaria uma perda de 5,8 bilhões de euros em valor de mercado para a empresa. No começo da tarde, a queda foi reduzida, mas ainda era de 13%.
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A montadora francesa confirmou que foi alvo de uma operação de busca e apreensão da polícia, mas assegurou que nenhum software fraudulento foi detectado em seus motores a diesel.
Com Reuters
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