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SÃO PAULO – Perto do fim do mês, o sistema Cantareira recebeu pouco menos que a metade da média do volume de chuvas da média histórica para março, mas mesmo assim chegou a 20% de sua capacidade nesta segunda-feira (20) contra 19,9% na leitura anterior pela metodologia antiga. Pela metodologia nova, o nível está em 15,5%. Segundo dados da Sabesp (SBSP3), o volume de chuvas no mês já está em 37,3 mm, ante uma média de 89,8 mm para os 31 dias.
Desde o dia 16 de março, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo divulga os dados dos reservatórios por meio de duas metodologias. A antiga, que considera o volume armazenado dividido pelo volume útil e a nova, que é o resultado da divisão do volume armazenado pelo volume total.
No entanto, mesmo com mais essa alta, o sistema continua operando no volume morto, uma vez que ele “tomou emprestado” 29,2% de duas cotas de reserva técnica, no ano passado, sendo 18,5% do primeiro volume morto e 10,7% do segundo. Para sair do negativo, ainda é preciso recuperar mais 9,2%.
O sistema Cantareira abastece 6,2 milhões de pessoas na zona norte e partes das zonas leste, oeste, centro e sul de São Paulo.
Olhando para os outros sistemas de abastecimento da Sabesp, o nível do Alto Tietê com reserva técnica chegou a 22,3%, ante 22% da leitura anterior coletada entre domingo e segunda. Já o Guarapiranga caiu para 82,9%. Alto Cotia foi de 65,2% e Rio Grande em 96,1% se mantiveram estáveis. Rio Claro caiu para 45,1%.