Campanha contra a CSS ganha adeptos mesmo sem propaganda intensa

Abaixo assinado encabeçado pela Fiesp já tem mais de 90 mil assinaturas eletrônicas, e duas mil em meio impresso

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SÃO PAULO – O abaixo assinado promovido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) contra a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde) atinge a marca de 93,2 mil assinaturas digitais e 2.019 assinaturas impressas desde o início da campanha, em 3 de julho. A iniciativa envolve diversas ações em todo o País, para manifestar a contrariedade da população e das entidades para com a nova contribuição.

A mobilização faz parte da campanha Sou Contra a CSS, lançada pela Fiesp em conjunto com outras entidades, como a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

Assinaturas

Para colher assinaturas, foi elaborado um site (www.soucontraacss.com.br), no qual está disponível um formulário eletrônico. Também é possível assinar ao documento em postos distribuídos em locais de grande circulação, e nas reuniões das entidades apoiadoras da ação.

O abaixo assinado será enviado ao Congresso Nacional, pedindo aos parlamentares que não aprovem a CSS. É possível, ainda, pela página da internet, ter acesso aos e-mails dos senadores, para que a população possa escrever ao candidato que elegeu, cobrando dele atitudes com relação à votação da nova contribuição.

Ainda sem propaganda

De acordo com o chefe de relações institucionais da Fiesp, Sérgio Barbour, o número de assinaturas conseguidas corresponde às expectativas da entidade, pois a elas são acrescentadas as manifestações contrárias à CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira), que colheram 1,5 milhão de assinaturas no ano passado.

Barbour comenta que a discussão sobre a CSS ainda não está devidamente aquecida e, portanto, os números são satisfatórios. Por esse mesmo motivo, a Fiesp ainda não intensificou a propaganda da campanha. “Toda campanha precisa ter um clima, mas atualmente, outras coisas estão em foco no Senado, até mesmo por conta das eleições”.

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O chefe de relações institucionais declara que o crescimento das assinaturas virtuais vem acontecendo de forma natural, sem divulgação, mas “no momento oportuno, a propaganda será intensificada”.

Gestão mais eficiente

Para Barbour, esse crescimento da campanha, mesmo sem propaganda mais presente, deve-se à consciência que a população tem de que não é necessário aumentar a arrecadação para a saúde. “A CPMF existiu durante anos, e a saúde continua precária. Não é uma questão de falta de recursos, e sim de gestão”, afirma.

Segundo ele, é necessário que o governo aprenda a diminuir os gastos públicos, em lugar de aumentar a arrecadação. “Se os gastos diminuírem, o dinheiro vai sobrar para todos os setores, inclusive para a saúde”, conclui.