Camil (CAML3) lucra R$ 44,1 milhões no 3º trimestre, baixa anual de 0,6%

Receita líquida atingiu R$ 2,9 bilhões, queda de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Fonte: Divulgação
Fonte: Divulgação

Publicidade

A Camil (CAML3) registrou lucro líquido de R$ 44,1 milhões no terceiro trimestre de 2025, resultado praticamente estável na comparação anual, com leve queda de 0,6% em relação ao 3T24, mas com recuo expressivo de 44,0% frente ao trimestre anterior. A margem líquida ficou em 1,5%, ligeiramente acima da observada um ano antes, apesar da deterioração sequencial.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 238,8 milhões, avanço de 39,4% na comparação anual, refletindo principalmente a forte expansão das margens e ganhos de eficiência operacional. A margem Ebitda alcançou 8,1%, alta de 2,6 pontos percentuais ano a ano, ainda que com leve compressão na comparação trimestral.

A receita líquida atingiu R$ 2,9 bilhões, queda de 5,1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita bruta totalizou R$ 3,4 bilhões, recuo de 4,3% na base anual. Apesar da retração das receitas, o desempenho operacional foi sustentado por melhora relevante no lucro bruto.

Viva do lucro de grandes empresas

O lucro bruto alcançou R$ 669 milhões, crescimento de 25,3% na comparação anual, com a margem bruta avançando para 22,7%, um ganho expressivo de 5,5 pontos percentuais, evidenciando melhora do mix de produtos e maior eficiência industrial.

Em termos operacionais, o volume total vendido cresceu 14,0% na comparação anual, atingindo 616,0 mil toneladas. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento internacional, com alta de 59,4%, e pelo crescimento de 22,7% no segmento de alto valor no Brasil, parcialmente compensados pela queda no segmento de alto giro no mercado doméstico.

Os investimentos (capex) somaram R$ 95,4 milhões no trimestre, alta de 14,0% em relação ao 3T24, enquanto a alavancagem financeira permaneceu estável, com a relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses em 4,2 vezes, indicando manutenção do nível de endividamento apesar do cenário de pressão sobre receitas.

Continua depois da publicidade