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Dólar mostra força dos R$ 3,70 e zera suas perdas; Ibovespa recua 1% com queda dos bancos

Ações do Banco do Brasil lideram as perdas dentro do setor financeiro; moeda resiste mesmo com intervenções do BC

notas de cem dólares - dinheiro
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Depois de marcar alta de 1% na abertura do pregão, o Ibovespa reverteu seu movimento e recuava 0,97%, aos 72.237 pontos, às 15h04 (horário de Brasília) desta segunda-feira (11), com a reviravolta do setor financeiro, com os papéis dos banco recuando até 3%. Enquanto isso, o dólar zerou suas perdas e revela a força de compra presente na faixa de R$ 3,70.

Para conter a forte valorização do dólar neste começo de mês, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, anunciou na última quinta-feira (7) uma forte intervenção no mercado, sendo que até o final deste semana serão realizados leilões adicionais de contrato de swap cambial, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, no valor total de US$ 24,5 bilhões em novos contratos de swaps até o dia 15 de junho, salvo intervenções adicionais. O presidente do BC não descartou adotar outras medidas de intervenção no câmbio, como o uso das reservas internacionais de US$ 380 bilhões do país para injetar dólar no mercado, ou a venda dos chamados contratos de linha.

Para esta segunda-feira, o BC ofertou 8.800 contratos de swap para rolagem e anunciou um leilão adicional de 50.000 contratos, totalmente absorvido pelo mercado, em linha com o feito na última sexta-feira e que fez o dólar despencar 5,1%. Apesar da autoridade monetária ter entrado pesado no mercado, o dólar mostra a força de compra presente na faixa de R$ 3,70, principal suporte de curto prazo, e registrava alta de 0,22%, aos R$ 3,717 na venda.

Pesquisa Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada no último domingo (10) reiterou a liderança de Jair Bolsonaro (PSL) em cenários sem Lula, mas apenas em primeiro turno, apontando para um quadro indefinido e não confirmando as tendências apontadas em outras sondagens e que preocuparam o mercado, como favoritismo de Ciro Gomes (PDT) para ir ao 2º turno contra Bolsonaro e crescimento de Fernando Haddad (PT).

A pesquisa apontou Bolsonaro liderando com 19% as intenções de voto no primeiro turno em cenários sem o ex-presidente, ante 17% em abril, seguido por Marina Silva (Rede) com 14% a 15%. Ciro aparece atrás de Marina na pesquisa, Fernando Haddad também não repetiu desempenho promissor de sondagens anteriores, enquanto Geraldo Alckmin segue estagnado com 7%.

Nas simulações para o segundo turno, nos cenário sem Lula, Bolsonaro aparece empatado tecnicamente com Ciro (34% contra 34%) e Geraldo Alckmin (33% cada), ao passo que perderia de Marina Silva (32% contra 42%). Conforme o levantamento, o deputado venceria somente Haddad (36% a 27%).

Destaques do mercado

Depois de iniciar em forte alta, as ações da Petrobras perderam força em vista da queda do petróleo, enquanto os papéis do setor financeiro devolvem todos ganhos da abertura, com destaque para a queda de 3% das ações do Banco do Brasil. Ainda falando sobre os destaques negativos, as atenções ficam por conta dos papéis da CVC, que teve sua recomendação reduzida para underweight (exposição abaixo da média do mercado) pelo JPMorgan.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CVCB3 CVC BRASIL ON 45,40 -7,35 -4,97 76,01M
 USIM5 USIMINAS PNA 8,15 -4,12 -10,05 82,59M
 CIEL3 CIELO ON 15,76 -4,02 -31,83 38,05M
 IGTA3 IGUATEMI ON 30,04 -3,87 -22,30 46,75M
 RENT3 LOCALIZA ON 23,09 -3,79 +4,91 66,47M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR SA ON 10,28 +3,73 -35,30 67,19M
 ENBR3 ENERGIAS BR ON 13,33 +3,57 -1,22 45,39M
 VVAR11 VIAVAREJO UNT N2 19,93 +3,21 -18,46 56,42M
 PCAR4 P.ACUCAR-CBDPN 78,02 +2,87 -0,25 109,79M
 BTOW3 B2W DIGITAL ON 25,00 +2,71 +21,95 64,51M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Agenda de indicadores da semana

Na agenda de indicadores, o principal indicador da semana sairá na sexta-feira (15): o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de abril, considerado a prévia mensal do PIB (Produto Interno Bruto). A GO Associados projeta alta de 1,2% ante o mês de março, resultado que deve mostrar um bom início de segundo trimestre, devolvendo o fraco dado de fevereiro e março. Mas, é importante destacar que ainda não haverá o impacto da greve dos caminhoneiros neste indicador.

O principal evento da agenda de indicadores será a reunião do Fomc, na quarta-feira (13) às 15h (horário de Brasília). A expectativa é que a taxa de juro seja elevada em 0,25 ponto percentual, indo para o intervalo entre 1,75% e 2,0% ao ano. Apesar da queda do desemprego, da retomada da atividade e da alta do petróleo, o cenário mais provável ainda é o cenário com três subidas da taxa de juros no ano, mas este será o principal ponto a ser analisado nesta reunião, que contará ainda com uma coletiva do presidente Jerome Powell e relatório de revisão de projeções. Uma mudança neste cenário pode levar o mercado a começar a precificar quatro altas de juros.

A semana nos EUA será bastante movimentada, com vários dados econômicos importante. Na terça-feira (12) serão publicados os dados de inflação e de núcleo de inflação. Segundo a GO Associados, os dados devem refletir o efeito da alta do petróleo, que deve levar a taxa de inflação norte-americana um pouco acima da meta do Fed.

Ainda entre os eventos externos, atenção especial ainda para o aguardado encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador norte-coreano, Kim Jong-Un, que ocorrerá na terça-feira (12) em Cingapura. O principal tema deve ser o desarmamento nuclear do país asiático, mas se algo inesperado acontecer pode afetar bastante o humor dos investidores.

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