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Após Argentina e Turquia, Brasil pode ser o próximo na crise cambial dos emergentes, alerta El-Erian

O Banco Central está em uma "posição complicada e há pouco espaço para erros", escreveu El-Erian no Twitter

Mohamed El-Erian
(Wikimedia Commons)

SÃO PAULO - Após Argentina e Turquia, o Brasil seria o próximo país emergente a enfrentar uma crise cambial? É o que questiona Mohamed El-Erian em seu Twitter nesta quarta-feira (6), dia em que o real registrou o pior desempenho entre as principais moedas do mundo, mesmo após um aumento da intervenção do Banco Central no câmbio.

A autoridade monetária está em uma "posição complicada e há pouco espaço para erros", escreveu El-Erian, principal consultor econômico da Allianz SE e colaborador da Bloomberg Opinion. Segundo ele, a atuação do BC está sendo monitorada de perto por investidores domésticos e estrangeiros.

Este não é o primeiro aviso de El-Erian sobe o câmbio. No mês passado, ele já havia alertado que os riscos estavam aumentando: "preços mais altos do petróleo + taxas de juros crescentes + valorização do dólar, a trinca que continua nos mercados hoje (embora não de maneira extrema), tendem a testar o 'auto seguro' de vários mercados emergentes, juntamente com a capacidade de resposta da política econômica", disse.

A mais recente intervenção do Banco Central segue a mesma linha do que já foi feito na Argentina, Turquia, Índia e Indonésia, destaca a Bloomberg. Porém, os efeitos foram diferentes: enquanto a Índia e a Indonésia conseguiram reduzir as perdas contra o dólar, as moedas da Argentina, Turquia e real seguem com as principais vendas mundiais neste ano.

 

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