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SÃO PAULO – O presidente do México, Felipe Calderón, pretende instituir novas regras e taxas sobre os serviços de energia, telecomunicações e bancos para elevar a arrecadação do governo e eliminar ministérios para reduzir os gastos, na luta para evitar o corte das notas de crédito internacional.
A proposta orçamentária para 2010 prevê o corte de US$ 16,3 bilhões, afirmou o ministro de finanças do país na última terça-feira (8). Segundo ele, as propostas deverão gerar 176 bilhões de pesos aos cofres públicos.
Felipe Calderón já anunciou o fim dos ministérios de Turismo, Reforma Agrária e Função Pública, medidas que pretendem economizar mais de US$ 6 bilhões. Junto aos gastos com a Pemex, o México despende cerca de 3,15 trilhões de pesos por ano.
Notas de crédito
O forte retrocesso de 10,3% do PIB (Produto Interno Bruto) mexicano no segundo trimestre, parte em dependência das receitas vindas do petróleo, afetadas devido à crise econômica, suscitou a possibilidade de um corte no rating do país.
Lisa Schineller, analista da Standard & Poor´s, afirmou que a nota de crédito do México, atualmente em “BBB+”, dependerá de como o presidente irá lidar com o impasse das contas públicas.