Caixa incomoda e S&P rebaixa OGX citando “vulnerabilidade” de seus negócios

Por conta da produção abaixo do esperado, a companhia tem um perfil de risco de negócios "vulnerável", também causada pelas incertezas em relação a capacidade de atingir os níveis de produção esperados

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SÃO PAULO – A Standard & Poor’s, maior agência de classificação de risco, rebaixou os ratings corporativos da OGX Petróleo (OGXP3) de B para B-, nesta quarta-feira (3), mantendo a persectiva negativa. “O rebaixamento baseia-se principalmente no desempenho operacional da empresa menor do que o esperado, particularmente em termos de níveis de produção e produtividade por poço”, avisa.

Por conta da produção abaixo do esperado, a companhia tem um perfil de risco de negócios “vulnerável”, também causada pelas incertezas em relação a capacidade de atingir os níveis de produção esperados. O caixa deve ser totalmente consumido em 2013 através dos financiamentos e pagamento de juros, fazendo com que seja necessário a tomada de fontes adicionais de caixa, como a opção de venda concedida por Eike Batista. 

Mesmo assim, em 2014 a companhia deve voltar a ter problemas – já que a S&P não acredita que a produção naquele ano consiga gerar fluxo de caixa suficiente para continuar financiando investimentos. “Avaliamos o perfil de risco financeiro da empresa como ‘altamente alavancado’, dado os seus US$3,9 bilhões reportados em dívida com pouca ou nenhuma geração de fluxo de caixa operacional”, afirma a agência, lembrando que a dívida continuará pressionada até ao menos 2015.

Descrentes com a companhia, a S&P não incorpora a conexão de um quarto poço em Tubarão Azul e projeta três meses de atraso para a entrega de um dos novos FPSO (Sistemas flutuantes de produção, armazenamento e descarga de petróleo), que estão previstos para o final de 2013. “Com base nessas premissas, a empresa poderia somente reduzir sua dívida rapidamente após 2015”, dizem, destacando que continuam a estudar a situação da empresa.

Nesta sessão, os papéis chegaram a esboçar alta, mas viraram para baixo no decorrer do pregão e fecharam com recuo de 0,45%, aos R$ 2,22. Esse é o menor fechamento da OGX na história, que havia alcançado apenas os R$ 2,50 durante a crise de 2008. Desde seu topo histórico em 2010, as ações da petrolífera já tiveram recuo de cerca de 91%.