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SÃO PAULO – A poucos dias da Páscoa, o consumidor que deseja economizar na compra dos chocolates pode trocar o tradicional ovo de chocolate por caixas de bombom ou mesmo pelos tabletes. Considerando os preços médios por 100 gramas, a caixa de bombom é 84% mais barata do que os ovos número 15.
Na prática, isso quer dizer que 100 gramas de um ovo de Páscoa n° 15 sai por R$ 9,60, enquanto os mesmos 100 gramas de uma caixa de bombom saem por R$ 1,50. Nessa mesma comparação, o tabletes também são mais vantajosos, já que saem por R$ 2,22, ou seja, 44% mais em conta do que o ovo.
Seu bolso
As informações fazem parte de um levantamento elaborado pela ProTeste – Associação de Consumidores, com o objetivo de auxiliar o consumidor que deseja economizar nessa data. A comparação foi feita entre o preço médio dos ovos tradicionais número 15 e os preços de referência das caixas de bombom e dos tabletes de uma grande fabricante.
A ProTeste explica que a diferença pode fazer uma grande diferença no bolso do consumidor. A associação inclusive sugere que se faça uma pesquisa de preço antes da compra. As barras de chocolate também ficam mais caras nesta época do ano, por conta da sazonalidade.
A associação revela que, nas próprias redes sociais, já há um movimento de consumidores questionando a grande diferença de preços entre os ovos e as barras de chocolate. Do lado da indústria, a diferença é explicada por serem produtos diferentes, com processos de produção diferentes.
“Tecnologias diferentes no processo de fabricação dos dois produtos não justificam tais diferenças de preços”, diz a ProTeste. A associação entende que na hora da compra, é realmente difícil convencer as crianças, que se interessa, sobretudo, pelos ovos com brinquedos.
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Crianças
Mas a associação alerta que os ovos com brinquedos, assim como os diets, têm preço médio 49% maior do que os ovos tradicionais. Em relação aos brindes que são vendidos juntos com os ovos, a ProTeste explica que devem conter todas as informações previstas, como prazo de validade, registro nos órgãos competentes e, no caso dos brinquedos, deve informar a faixa etária a quem se destinam.
Os brinquedos também devem ter a marca de conformidade do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), que garante a qualidade do brinquedo e a segurança das crianças. “Na hora de compras o consumidor deve tomar alguns cuidados, como observar se os produtos estão armazenados em locais frescos e arejados e se as embalagens não têm furos ou amassados, o que pode evitar contaminações e infecções alimentares indesejadas”, finaliza a Proteste.