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SÃO PAULO – Depois de retomar algumas linhas de financiamento para a classe média canceladas em agosto do ano passado, agora é a vez da Caixa anunciar que pretende destinar R$ 2,9 bilhões para custear financiamento de micro e pequenas empresas. O anúncio confirma a estratégia da instituição que desde 1999 optou por abandonar o mercado de financiamento para grandes empresas em favor das de menor porte.
Volume de financiamentos para empresas aumentou 10% em 2001
A decisão de concentrar-se neste segmento acabou ajudando a Caixa a aumentar em 10% o volume de financiamentos concedidos para empresas no ano de 2001. Com um volume total de financiamentos para empresas de R$ 2,95 bilhões para cerca de meio milhão de contratos, o valor médio por contrato da Caixa é de apenas R$ 5.900,00. Do total de financiamentos para empresas, as micro e pequenas empresas respondem por 90% do volume, ou pouco menos de R$ 2,70 bilhões.
Os financiamentos para capital de giro com o objetivo de permitir que as empresas expandissem seus negócios respondeu por cerca de 43% do volume total de financiamentos para as micro e pequenas empresas. Com isto o volume total deste tipo de financiamento por parte da Caixa aumentou em 55,6%, sendo que o número de contratos aumentou menos, cerca de 38,4%, o que sugere um aumento do valor médio dos novos contratos.
Com a decisão de se concentrar neste segmento a Caixa acabou conseguindo expandir sua base de clientes corporativos, que aumentou cerca de 18% em 2001, com a abertura de 78.401 novas contas de empresas. A Caixa anunciou que até o final de 2002 pretende alcançar uma participação de mercado de 1,5%, para isso é preciso que a instituição consiga aumentar em 40% o volume de financiamentos atualmente concedidos.
Entendendo as linhas de financiamento da Caixa
Para o micro e pequeno empresário interessado em levantar um financiamento junto à Caixa existem várias linhas de financiamento disponíveis, abaixo discutimos apenas algumas delas:
BNDES automático
Neste caso os recursos desta linha de financiamento disponibilizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) podem ser usados na implantação, expansão e modernização das empresas. O valor máximo de financiamento é de até R$ 2 milhões, com prazo de pagamento em até 60 meses e juros de até 8,5% ao ano.
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Existem algumas restrições para a concessão deste tipo de financiamento, como por exemplo, os recursos não podem ser usados para financiar a compra de máquinas que tenham um índice de nacionalização inferior a 60%. Para maiores detalhes sobre as restrições na obtenção deste tipo de financiamento, clique aqui.
Finame
No Finame os recursos podem ser usados preferencialmente na compra de máquinas e equipamentos nacionais, aqui também os recursos são disponibilizados pelo BNDES. Os financiamentos são de até R$ 2 milhões, com prazos de até 60 meses para quitação e juros de até 8,5% ao ano. Para maiores detalhes sobre as restrições na obtenção deste tipo de financiamento, clique aqui.
Proger
Trata-se de uma linha financiada com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) cujo objetivo é aumentar a geração de emprego, daí o nome Porger (Programa de Geração de Emprego e Renda). Existem basicamente duas faixas de financiamento. Na primeira o limite do financiamento é de R$ 30 mil com juros de TJLP+4% ao ano ou 5% para as cooperativas, enquanto na segunda este limite aumenta para R$ 50 mil e os juros para TJLP+5% ao ano.
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Em ambos os casos o prazo de financiamento é de 24 meses e a carência de seis meses. Para maiores detalhes sobre as restrições na obtenção deste tipo de financiamento, clique aqui.
Giro Caixa
Nestas linhas de financiamento cujos recursos são destinados ao financiamento do capital de giro das empresas, o valor máximo concedido é de R$ 100 mil e os prazos variam entre um e vinte e quatro meses. Quanto aos encargos são cobrados juros mensais entre TR+0,83333% e TR+2,5% ao mês dependendo do risco da empresa que levanta os recursos, além de taxas para abertura e renovação de crédito e seguro. Quanto às garantias exigidas, em geral basta o aval dos sócios, mas é possível que sejam exigidas garantias adicionais. Por último, o pagamento é efetuado em prestações mensais, calculadas pelo sistema Francês de Amortização – Tabela Price.
Giro Caixa Instantâneo
Aqui também os recursos são usados para o financiamento do capital de giro das empresas, a diferença é que o limite de crédito rotativo flutuante é proporcional ao estoque de cheques pré-datados em custódia-caução e é definido com base na análise da empresa. Pode se dizer que o que a linha de financiamento faz é antecipar os fluxos de caixa da sua empresa. Quanto ao prazo ele é de 180 dias, mas é renovável automaticamente pelo mesmo período.
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Quanto aos encargos cobrados trata-se de juros mensais pós-fixados TR+2,5%, acrescidos de seguro de crédito, tarifa de custódia, etc. Por último, os cheques entregados em custódia é que servirão como garantia para o financiamento.
Fonte: Caixa Econômica Federal