Cade quer mais informação da Petrobras e Total sobre negociação de bloco

Assessoria do órgão informou que, apesar de a Superintendência-Geral da entidade não ter verificado quaisquer problemas concorrenciais com o negócio, o conselheiro resolveu pedir mais diligências

Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos
Visão aérea da plataforma P-52 da Petrobras na Bacia de Campos. 28 de novembro de 2007. REUTERS/Bruno Domingos

Publicidade

SÃO PAULO – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) quer mais informações da Petrobras (PETR3; PETR4) e da Total sobre a venda de uma participação em um bloco exploratório da estatal na Bacia de Pelotas.

O Cade publicou no Diário Oficial desta terça-feira que adiou o julgamento do processo. Durante a sessão realizada na última quarta-feira, o conselheiro responsável pelo processo, Alessandro Octaviani, solicitou o adiamento.

A assessoria de imprensa do órgão informou que, apesar de a Superintendência-Geral da entidade não ter verificado quaisquer problemas concorrenciais com o negócio, o conselheiro resolveu pedir mais diligências.

O conselheiro deve pedir por esclarecimentos das empresas para verificar se não houve “gun jumping”, quando há fechamento de um negócio entre as partes sem a aprovação anterior do órgão antitruste, acrescentou a assessoria.

Na segunda-feira, o diretor de Exploração e Produção da estatal, José Formigli, disse que a Petrobras negociou 50 por cento de participação do referido bloco com a Total.

Procurada, a estatal brasileira não respondeu imediatamente a questionamentos sobre o assunto.