Cade impõe restrições a Votorantim e Camargo Corrêa sobre Cimpor

Conforme acordo, posição acionária das brasileiras na portuguesa não deve influenciar operações no Brasil

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SÃO PAULO – Em um novo capítulo acerca do interesse das brasileiras na Cimentos Portugal, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou um acordo preventivo com a Votoratim e a Camargo Corrêa, restringindo alguns pontos na compra de participações na portuguesa.

De acordo com a decisão do Cade, de forma a preservar a concorrência no mercado de cimentos doméstico, ambas as empresas não poderão participar ou influenciar qualquer decisão acerca das operações da Cimpor no Brasil.

Pelos termos do acordo, tanto a Votorantim quanto a Camargo Corrêa se comprometem ainda a não utilizar a aquisição das fatias para obtenção de informação privilegiada nem para eliminar marcas ou alterar as estruturas da Cimpor no Brasil.

Vale ressaltar que o Cade ainda deve julgar o mérito da questão, no processo de concentração. Dessa forma, fica a cargo da Cimpor contratar uma auditoria externa independente para fornecer informações ao órgão.

Reclamações
Após as empresas adquirirem fatias de 21,2% (Votorantim) e 31,2% (Camargo Corrêa) na Cimpor, a CSN, que também estava interessada na portuguesa, entrou com uma ação no Cade para suspender as operações.