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SÃO PAULO – O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou o pedido da BR Foods (BRFS3) para integrar a compra de insumos e serviços, como carne e grãos, conforme nota divulgada nesta quinta-feira (21). Contudo, a aquisição de aves e suínos deverá permanecer isolada entre as partes.
De acordo com o informe, “até o julgamento do processo de fusão no Cade, Brasil Foods e Sadia estão obrigadas a manter separadas suas marcas, estruturas administrativas e comerciais”.
Sinergias nos custos, ações caras
Para o Citi, a aprovação deverá permitir a captura de parte das sinergias esperadas mesmo antes que toda a fusão seja realizada. Além disso, os analistas ressaltam que, segundo seus cálculos, os ganhos nas compras conjuntas de matérias-primas devem chegar a R$ 120 milhões, ou 30% do total previsto em sinergias, de R$ 400 milhões anuais.
“Essa notícia é positiva para a BR Foods, mas não deve exercer qualquer reflexo material nas ações”, afirmam os analistas, ao permanecerem com recomendação de manutenção aos papéis, uma vez que a empresa é “muito atrativa” no longo prazo, mas é negociada com múltiplos muito caros.
Poder de barganha
Para a Itaú Corretora, a aprovação permitirá que ambas as companhias reduzam seus custos operacionais, à medida que terão maior poder de barganha frente aos fornecedores. Ademais, o banco ressalta que a captura completa de sinergias ocorrerá quando o Cade aprovar a fusão, a qual deverá ser concretizada no segundo semestre deste ano, conforme os analistas estimam.