Cade aprova criação da BR Foods com suspensão da marca Perdigão

Empresa deverá transferir ativos de produção e distribuição de modo integrado para 730 mil toneladas

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SÃO PAULO – O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a operação de fusão que criou a Brasil Foods (BRFS3), mas com restrições de até cinco anos ao uso da marca Perdigão e venda de até 80% de sua estrutura produtiva integrada para o mercado doméstico.

A decisão está condicionada à concretização do acordo, com base no novo TCD (Termo de Compromisso de Desempenho) – resultado de negociações das últimas semanas entre Cade e Brasil Foods.

O processo buscou preservar a capacidade das empresas relativas à exportação, tendo como premissa a manutenção da concorrência nos mercados de carne processada do ambiente doméstico. 

Os principais pontos do processo buscam “estabelecer um rival efetivo, integrado em cadeias de produção e distribuição”, segundo o conselheiro.

Alternativas
De acordo com o conselheiro Ricardo Ruiz, as empresas “poderiam alternativamente alienar a marca Perdigão, o que simplificaria o acordo”. A operação foi aprovada nos termos de seu voto, contudo, o conselheiro relator do processo, Carlos Ragazzo, manteve seu voto contrário.

No entanto, a Brasil Foods não aceitou esta alternativa, o que resultou na criação de um complexo de medidas de restrição, que resultaram na alienação da capacidade produtiva em uma escala maior – 730 mil toneladas, em vez de 550 mil toneladas.

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O novo player deverá ter fatia de mercado equivalente à menor participação de uma das duas marcas premium – Sadia e Perdigão – nos mercados considerados problemáticos, como os produtos processados de carne suína e alimentos preparados como pizzas e lasanhas.

Confira os principais pontos do TCD: