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SÃO PAULO – A maior parte dos principais títulos da dívida externa brasileira fechou em alta nesta terça-feira, com os investidores voltando a mostrar o otimismo no atual cenário econômico brasileiro.
Com isso, o C-Bond ultrapassou a barreira dos US$ 0,95 e atingiu seu maior patamar histórico, contribuindo para uma nova queda do indicador de risco Brasil, que segue abaixo dos 600 pontos base.
C-Bond fecha em patamar recorde
Após uma sessão de pessimismo na última segunda-feira, quando a ameaça de ataques terroristas afetou os mercados internacionais, o C-Bond voltou a apresentar nova valorização nesta terça-feira.
Com isto, o principal título emitido pelo Brasil registrou sua maior cotação histórica, de US$ 0,9513, já que na última sexta-feira o papel tinha igualado seu maior nível histórico desde então.
Copom é o destaque no cenário interno
A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de novembro teve início nesta terça-feira e ao final da próxima sessão será decidido o novo patamar da taxa básica de juro na economia brasileira.
As expectativas do mercado convergem para um corte de um ponto percentual na taxa básica de juro, configurando a sexta queda consecutiva na Selic, atualmente fixada em 19% ao ano.
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A verificação de controle inflacionário na economia brasileira, em função da divulgação dos últimos índices de preços, e a confiança que os investidores mostram nos fundamentos econômicos brasileiros configuram uma situação adequada para a continuidade da política de cortes na taxa Selic.
C-Bond alcança os 95 centavos pela primeira vez
O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou
em alta de 0,53%
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na noite desta terça-feira, cotado a
95,13
centavos de dólar.
Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond não acompanharam a tendência de C-Bond.
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O Par Bond
caiu 0,90%,
cotado a
82,25
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond fechou sem variação.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 20, que mostrou forte alta de 1,52%.
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Risco país caiu
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 575 pontos base, uma queda de 9 pontos base em relação ao último fechamento
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 95,13 | 94,63 | +0,53 |
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Par Bond | 82,25 | 83,00 | -0,90 |
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Discount Bond | 81,50 | 81,50 | 0,00 |
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Global 06 | 112,38 | 112,00 | +0,34 |
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Global 07 | 113,88 | 113,25 | +0,56 |
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Global 08 | 105,13 | 105,00 | +0,12 |
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Global 09 | 125,50 | 124,63 | +0,70 |
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Global 20 | 116,75 | 115,00 | +1,52 |
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Global 27 | 97,63 | 96,75 | +0,91 |
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Global 40 | 101,25 | 99,88 | +1,37 |
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