C-Bond sobe puxado por dado de emprego dos EUA

Relatório sobre emprego revelou que foram criados 32 mil postos de trabalho em julho, valor muito aquém das expectativas dos analistas de 243 mil vagas

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SÃO PAULO – A divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos, que evidenciou que a economia norte-americana pode estar crescendo a um ritmo abaixo do esperado pelos analistas, puxa a forte alta dos principais títulos da dívida externa brasileira, inclusive o C-Bond e o Global 2040.

Além do efeito direto trazido pelo impacto da notícia sobre os títulos do Tesouro norte-americano, que registram forte valorização e conseqüente queda em seu rendimento, afetando positivamente os títulos brasileiros, a possibilidade de menor crescimento nos EUA reduz a chance de novos aumentos nos juros da maior economia do mundo. Isso é positivo ao Brasil, que depende do fluxo de capital externo, que poderia cair no caso de juros maiores nos EUA.

Dado sobre emprego nos EUA é foco

A criação de 32 mil postos de trabalho nos Estados Unidos em julho, muito abaixo das expectativas dos analistas de 243 mil vagas, reforça a perspectiva do mercado de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, aumentará o juro de modo comedido e gradual nos próximos meses.

Essa forma de conduzir a política monetária pode evitar uma fuga de capitais das economias emergentes, entre elas o Brasil, e aguça o apetite dos investidores por títulos da dívida externa brasileira.

C-Bond e Global 40 operam em alta

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, opera

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em alta de 1,67%

na manhã desta sexta-feira, cotado a

94,94
centavos de dólar.

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Já dentre os principais bônus globais, o destaque fica com o Global 40, que mostra forte alta de 2,84%, beneficiado principalmente pela forte valorização nos títulos de 30 anos do Tesouro norte-americano.

Risco país cai

Confirmando que o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira é impulsionado nesta sexta-feira pelo menor retorno dos títulos do Tesouro dos EUA, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 607 pontos base, uma queda de apenas 1 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 94,94 93,38 +1,67
Global 06 108,75 108,63 +0,11
Global 07 110,56 109,81 +0,68
Global 08 103,13 103,06 +0,07
Global 09 121,00 119,13 +1,57
Global 20 111,00 110,50 +0,45
Global 27 94,25 92,50 +1,89
Global 40 99,44 96,69 +2,84