C-Bond opera em queda no cenário externo; risco-país é o maior desde 18 de dezembro

Países emergentes são os mais afetados pelo pessimismo trazido pela possibilidade cada vez maior de guerra no Oriente Médio

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SÃO PAULO – Os principais títulos da dívida externa brasileira operam em queda nessa segunda-feira, refletindo o pessimismo dos investidores com uma guerra cada vez mais próxima no Oriente Médio.
Aversão ao risco reduz investimentos em países emergentes

Com as tensões geopolíticas das últimas semanas, os investidores externos abrem mão da rentabilidade em busca de segurança, e voltam a investir em títulos da dívida de países desenvolvidos.
Os países emergentes são os mais afetados, principalmente os importadores de petróleo, como o Brasil. Com a alta no preço do petróleo, o superávit na balança comercial se reduz, aumentando o déficit em conta corrente e, desta forma, a inflação tende a subir, puxando os juros para cima.
Face a isso, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, opera em alta de 13 pontos base, sendo cotado a 1.446 pontos base, maior cotação desde os 1.460 pontos base de 18 de dezembro.
C-Bond está cotado a 66,13% do valor de face

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, opera em baixa de 0,93% na tarde desta segunda-feira, cotado a 66,13 centavos de dólar.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque fica com o Global 20, que mostra baixa de 0,53%, cotado a 69,63 centavos de dólar.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 66,13 66,75 -0,93
Par Bond 65,50 65,50 0,00
Discount Bond 61,75 62,00 -0,40
Global 06 85,50 86,00 -0,58
Global 09 81,38 83,25 -2,25
Global 20 69,63 70,00 -0,53
Global 40 62,75 63,50 -1,18