C-Bond opera em baixa; risco-país está cotado a 1.407 pontos base

Em reunião com diretor-gerente do FMI, Palocci anuncia que meta de superávit fiscal deve ser aumentada

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SÃO PAULO – Mesmo com o menor pessimismo dos investidores, tanto no cenário interno como no externo, o principal título da dívida externa brasileira opera em leve queda nesta quarta-feira, frente ao fechamento de ontem.
Após o comunicado de ontem do presidente Bush, os investidores seguem pessimistas, e buscam ativos defensivos, acreditando que a guerra está cada vez mais próxima.
Refletindo a desvalorização dos bônus brasileiros, o risco-país, medido pelo conglomerado financeiro norte-americano JP Morgan, opera em leve alta de 7 pontos base, cotado a 1.407 pontos-base.

Palocci quer maior superávit fiscal para reduzir risco-país

Em reunião com Lula, Horst Köhler, diretor-gerente do FMI, expressou ontem seu apoio à atual política econômica brasileira. Em comunicado, ele afirmou que há “numerosas razões para ser otimista quanto ao estabelecimento no Brasil de uma base para o crescimento econômico sustentado e o progresso social”.
O Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse a Köhler que a intenção do governo de elevar a meta de superávit primário para 2003, hoje em 3,75%, é tentar reduzir o risco-Brasil.
C-Bond opera em queda de 0,37%

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, opera em baixa de 0,37% na tarde desta quarta-feira, cotado a 67,25 centavos de dólar.

Já dentre os principais bônus globais, o destaque fica com o Global 06, que mostra alta de 2,34%, cotado a 87,38 centavos de dólar.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 67,25 67,13 -0,37
Par Bond 65,50 65,50 0,00
Discount Bond 62,50 61,75 +1,21
Global 06 87,38 85,38 +2,34
Global 09 83,13 82,63 +0,61
Global 20 70,13 69,00 +1,64
Global 40 62,75 63,75 -1,18