C-Bond fecha em leve baixa, com percepção cautelosa do mercado internacional

Principal título da dívida externa fechou a 91,50 centavos de dólar; o Par e o Discount Bond subiram, mas risco país também subiu

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SÃO PAULO – Os principais títulos da dívida externa fecharam esta sexta-feira em queda, com os rumores de nova emissão soberana ainda para este ano e com os investidores ainda assimilando as últimas notícias da política e a Ata do Copom. As exceções ficaram com os bradies Par e Discount Bond que fecharam em alta.

Impactaram negativamente no mercado as incertezas quanto às prováveis alterações na reforma tributária que depois de aprovada na Câmara, segue agora para o Senado, e também a afirmação do Copom de que a partir da sua próxima reunião, aplicará cortes mais amenos na taxa básica de juros, a Selic, por preocupações de que cortes bruscos daqui para a frente possam impactar nas expectativas de inflação do mercado.

C-Bond cai 1,88% nesta semana

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou

em nova baixa, de 0,14%

na tarde desta sexta-feira, cotado a

91,50
centavos de dólar, de forma que acumulou queda de 1,88% nesta semana, depois da onda de otimismo da última semana que o levou a registrar o novo recorde de US$ 0,9325 e que também trouxe forte valorização nos outros papéis de maneira geral.

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Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond não acompanharam a tendência de C-Bond.

O Par Bond

subiu 1,09%,

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cotado a
81,38
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou valorização de 0,32%, cotado a 78,25 centavos de dólar.

Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 08, que mostrou baixa de 1,69%.

Rumores de nova captação externa do Brasil em 2003

Também tiveram forte impacto no mercado os rumores de que o Brasil pretende captar US$ 5,5 bilhões de dólares no mercado internacional ao longo próximos 15 meses, a fim de fechar suas contas externas. Para tanto, o governo poderá captar mais US$ 700 milhões ainda este ano e como a meta de US$ 3 bilhões para o período já foi atingida neste mês, uma nova emissão nos próximos três meses implicaria em superar a meta estipulada no início do ano.

Neste sentido, depois do US$ 1 bilhão captados em abril e do US$ 1,25 bilhão em junho, outros US$ 750 milhões emitidos em setembro haviam fechado a meta para 2003. Vale destacar que a última operação, concluída no último dia 11 de setembro, o spread over Treasurie norte-americano foi relativamente inferior aos obtidos nos últimos dois anos.

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Risco país subiu

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 700 pontos base, um aumento de 18 pontos base em relação ao último fechamento
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 91,50 91,63 -0,14
Par Bond 81,38 80,50 +1,09
Discount Bond 78,25 78,00 +0,32
Global 06 110,25 110,75 -0,45
Global 07 110,38 110,75 -0,33
Global 08 101,75 103,50 -1,69
Global 09 119,38 120,38 -0,83
Global 20 106,00 107,00 -0,93
Global 27 89,00 89,50 -0,56
Global 40 93,75 94,25 -0,53