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SÃO PAULO – Os títulos da dívida externa brasileira fecharam em forte queda nessa sexta-feira, pressionados pela instabilidade no cenário político e pela divulgação de bons indicadores nos Estados Unidos, intensificando, assim, a possibilidade de elevação do juro norte-americano já nos próximos meses.
Juro no EUA pode subir no curto prazo
Neste sentido, de acordo com o Relatório de Emprego dos EUA no mês de abril, foram criadas 288 mil vagas, muito acima das 165 mil esperadas, e a taxa de desemprego recuou para 5,6%. Somando-se a isso tem-se a diminuição do pedido de auxílio-desemprego na semana terminada em 1º de maio.
Deste modo, amplia-se a possibilidade de elevação do juro norte-americano nos próximos meses, o que reduz a competitividade dos ativos de países emergentes, como é o caso do Brasil, podendo levar a um fluxo negativo de capital.
Além disso, o preço do barril de petróleo se aproximou dos US$ 40 em Nova York, o mais alto nível em 14 anos. O impacto é mundial, mas o medo maior é de que, somado aos números positivos da economia, este fato ajude a gerar inflação nos Estados Unidos e contribuindo para intensificar a expectativa de elevação do juro norte-americano.
Cenário político ainda preocupa
Apesar da desaceleração da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), que registrou uma elevação de 0,37%, abaixo das expectativas do mercado, o contexto político ainda está instável, devido às duas derrotas políticas do governo na última quarta-feira no Senado, a primeira em relação à medida provisória dos bingos e a segunda sobre a instalação da comissão do salário mínimo.
Títulos fecham em forte queda
Com isso, o principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, fechou
em baixa de 2,97%
na tarde desta sexta-feira, cotado a
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87,63
centavos de dólar.
Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond acompanharam a tendência de C-Bond.
O Par Bond
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caiu 1,97%,
cotado a
74,50
centavos de dólar,
enquanto o Discount Bond mostrou desvalorização de 2,09%, cotado a 75,88 centavos de dólar.
Já dentre os principais bônus globais, o destaque ficou com o Global 20, que mostrou baixa de 6,45%.
Risco país subiu 37 pontos base
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil
calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 759 pontos base, um aumento de 37 pontos base em relação ao último fechamento.
Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:
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Ativo | Último | Fech. Anterior | Var % | ![]() |
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C-Bond | 87,63 | 90,31 | -2,97 |
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Par Bond | 74,50 | 76,00 | -1,97 |
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Discount Bond | 75,88 | 77,50 | -2,09 |
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Global 06 | 105,00 | 105,31 | -0,29 |
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Global 07 | 102,50 | 104,56 | -1,97 |
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Global 09 | 108,75 | 111,00 | -2,03 |
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Global 20 | 94,25 | 100,75 | -6,45 |
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Global 27 | 82,50 | 84,81 | -2,72 |
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Global 40 | 85,81 | 89,81 | -4,45 |
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