C-Bond dispara e atinge maior cotação desde 3 de maio de 2002

Risco-país cai 61 pontos base e se aproxima de 1.100 pontos base, atingindo sua menor cotação desde junho

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SÃO PAULO – Com a melhora da percepção dos investidores externos com relação à situação econômica e política brasileira, os títulos da dívida externa brasileira disparam no mercado internacional nessa quinta-feira.
Traders aproveitam baixo preço dos papéis

Em tempos de tensões geopolíticas e com o mercado acionário registrando fraco desempenho em todo o mundo, os traders aproveitam o baixo preço dos bônus brasileiros, principalmente se comparados aos de outros países emergentes, como a Rússia e o México. O comprometimento do atual governo com a austeridade fical e com as reformas também favorecem o movimento dos negócios com os papéis brasileiros.
Com manutenção da trajetória de alta do C-Bond, o risco-país, medido pelo conglomerado JP Morgan Chase, opera em forte queda de 61 pontos base em relação ao fechamento anterior, cotado no momento a 1.103 pontos base, a menor cotação desde o dia 5 de junho do ano passado.

C-Bond dispara 2,15% e atinge o patamar de US$ 0,77

O principal título da dívida externa brasileira, o C-Bond, opera em alta de 2,15%
na tarde desta quinta-feira, cotado a 77,00 centavos de dólar.

Por sua vez, outros títulos da dívida reestruturada brasileira, como o Par Bond e o Discount Bond também operam em alta.
O Par Bond sobe 1,05%, cotado a 72,00 centavos de dólar,

enquanto o Discount Bond mostra valorização de 1,89%.

Já dentre os principais bônus globais, o destaque fica com o Global 40, que mostra alta de 1,23%, cotado a 72,38 centavos de dólar.

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Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
C-Bond 77,00 75,38 +2,15
Par Bond 72,00 71,25 +1,05
Discount Bond 67,25 66,00 +1,89
Global 06 95,63 94,88 +0,79
Global 09 94,00 92,88 +1,21
Global 20 81,25 80,50 +0,93
Global 40 72,38 71,50 +1,23