Publicidade
SÃO PAULO – Em um pronunciamento oficial que durou cerca de cinco minutos, o presidente dos EUA, George W. Bush, confirmou aquilo que já era esperado: apesar de não haver nenhuma reunião oficial devido ao feriado do Ano Novo judaico nesta terça-feira (30), a administração irá continuar conversando com os líderes do Congresso para tentar arrumar uma solução a ser votada na próxima sessão.
“Eu garanto aos nossos cidadãos e aos cidadãos do mundo todo que esse processo legislativo ainda não terminou”, informou Bush, sinalizando uma retomada das discussões acerca do plano.
Novamente o presidente declarou que o cenário econômico norte-americano é crítico e o atraso na aprovação de um plano anti-crise trará conseqüências piores a cada dia. “Nossa economia depende de uma ação decisiva do Congresso”, afirmou.
Pior aos contribuintes
Segundo Bush, o país não enfrenta uma escolha entre a ação do governo e um cenário econômico tranqüilo: embora US$ 700 bilhões sejam uma enorme quantia de dinheiro, o fracasso de uma ajuda nesse momento custará ainda mais aos contribuintes.
Como exemplo disso, o presidente citou o desempenho dos mercados no último pregão, quando os principais índices do mercado norte-americano registraram quedas históricas. Conforme ressaltado por Bush, na ocasião houve perdas de US$ 1 trilhão nas bolsas, maior do que o custo do plano.
Cabe lembrar que o Congresso rejeitou o pacote proposto pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, que visava destinar a quantia de US$ 700 bilhões para a compra de ativos podres de instituições financeiras. A votação terminou com 205 votos a favor e 228 contra, sendo que a maior parte das manifestações contrárias vieram do Partido Republicano, o mesmo do presidente.