Buscando ajuste positivo, Ibovespa segue instável de olho em front externo

Bolsa brasileira reproduz clima externo e tenta primeira sessão em alta após três dias consecutivos de perdas

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SÃO PAULO – Instável desde a abertura, o Ibovespa apresenta leve alta de 0,03% no início da tarde desta terça-feira (22) e atinge 56.302 pontos, com volume financeiro de R$ 1,3 bilhão às 12h47. 

A bolsa brasileira se vê oscilando entre uma tentativa de ajuste positivo frente às quedas acumuladas na última sessão e uma nova rodada de perdas influenciada pelo noticiário fiscal e político da Zona do Euro, que segue enfrentando a deterioração econômica com investidores temendo pelo contágio às economias centrais do bloco como Itália e, até mesmo, França.

O principal indício que corrobora a manutenção da perspectiva negativa sobre o velho continente vem mais uma vez dos títulos públicos da região. Nesta manhã a Espanha realizou um novo leilão de títulos públicos, pelos quais pagará juros de 5,22% em títulos de seis meses e de 5,11% de três meses, com arrecadação de € 2,98 bilhões.

As taxas são as maiores desde 1997 e nos leilões anteriores a média contratada foi de 3,302% para os títulos do Tesouro a seis meses e 2,292% para os de três meses, conforme dados da Bloomberg. As taxas são mais elevadas que aquelas exigidas para resgate de países da Zona do Euro, como Grécia e Portugal.

Em função da escassa agenda de indicadores locais e fraco noticiário corporativo doméstico, a bolsa brasileira tende se manter diretamente atrelada ao andar da carruagem no front externo.

Altas e baixas
O principal destaque positivo fica com as ações da Marfrig (MRFG3), que registram valorização de 4,92% e são cotadas a R$ 8,10. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -47,33%.

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Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis da Klabin (KLBN4), que são cotados a R$ 6,78 e apresentam baixa de 2,45%.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MRFG3 MARFRIG ON 8,10 +4,92 -47,33 34,21M
 JBSS3 JBS ON 5,75 +2,31 -19,80 4,71M
 LREN3 LOJAS RENNER ON 50,47 +1,75 -7,52 9,72M
 OGXP3 OGX PETROLEO ON 14,02 +1,74 -29,90 47,98M
 GOLL4 GOL PN N2 13,22 +1,61 -46,86 2,97M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 KLBN4 KLABIN S/A PN 6,78 -2,45 +20,86 4,88M
 PDGR3 PDG REALT ON 6,41 -2,14 -35,80 53,94M
 FIBR3 FIBRIA ON 13,64 -1,87 -47,88 4,29M
 MRVE3 MRV ON 10,19 -1,83 -33,88 15,68M
 BVMF3 BMFBOVESPA ON ED 9,97 -1,38 -19,90 31,34M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Bolsas internacionais
Nos EUA, os principais índices de Wall Street seguem em trajetória semelhante ao Ibovespa, também buscando ajuste positivo após quatro sessões consecutivas de perdas.

Por lá, investidores ainda digerem o anúncio do supercomitê que falhou em selar um acordo sobre a redução do gasto público em US$ 1,2 trilhão ao longo da próxima década, confirmando rumores da véspera. Apesar de ser negativa, a notícia tende a ter pouco impacto sobre investidores uma vez que já era em certa medida esperada pelo mercado.

Enquanto isso na Europa os principais índices acionários caminham para fechamento próximo à estabilidade, tendo em sua maioria oscilado entre as bandas negativa e positiva do gráfico durante todo o pregão.

Juros e câmbio
Após pregão de ajuste observado na véspera, as taxas dos principais contratos de juros futuros operam apresentando instabilidade nesta terça-feira. No cenário externo, o ambiente econômico e político da Europa segue no foco, aumentando aversão ao risco e deixando os investidores de todas as economias mais cautelosos. 

Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,8060 na compra e R$ 1,8080 na venda, baixa de 0,28% em relação ao fechamento anterior.