Dirigente do Fed de St. Louis

Bullard, do Fed: payroll mostra que economia dos EUA pode sustentar alta de juros

“Agora temos muita inflação, mas a questão é: podemos voltar (a inflação) a 2% sem atrapalhar a economia? Acho que podemos”, disse o dirigente

Por  Estadão Conteúdo -

O relatório de empregos nos Estados Unidos, divulgado na última sexta-feira, 8, aponta para uma economia sólida com poucos sinais de recessão no horizonte e que pode suportar taxas de juros mais altas, afirmou o presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de St. Louis, James Bullard, nesta segunda-feira (11).

Os mercados financeiros estão dando sinais de que uma desaceleração econômica pode chegar em algum momento do ano que vem, à medida que os americanos lidam com a inflação mais alta em quatro décadas e o Fed eleva os custos dos empréstimos.

No entanto, Bullard disse, em entrevista à Associated Press, que o banco central não precisaria levar a economia a uma recessão ou aumentar significativamente o desemprego para reduzir a inflação para sua meta de 2%. “Agora temos muita inflação, mas a questão é: podemos voltar (a inflação) a 2% sem atrapalhar a economia? Acho que podemos”, afirmou.

O otimismo de Bullard corrobora o ritmo acelerado de aumento das taxas de juros pelo Fed, destinado a combater a maior inflação nos EUA em 40 anos.

Bullard acrescentou que atualmente apoia um aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros de curto prazo do Fed em sua próxima reunião, neste mês. A taxa está atualmente na faixa de 1,5% a 1,75%, após uma alta de 0,75 ponto porcentual em junho, a maior elevação desde 1994.

Recessão

Dois trimestres de contração do Produto Interno Bruto (PIB) atenderiam a um critério comum para definir recessão, mas a definição oficial nos EUA, estabelecida pelo Departamento Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), analisa uma gama muito mais ampla de dados para determinar se ocorreu uma desaceleração.

Bullard disse que outras medidas da economia, como a renda dos trabalhadores e das empresas, sugerem que a economia provavelmente se expandiu nos primeiros seis meses deste ano. As empresas e outros empregadores também criaram 2,7 milhões de empregos durante esse período, um total robusto que reflete uma perspectiva otimista entre as empresas. “Não parece que a economia dos EUA esteja em recessão nos últimos dois trimestres”, disse Bullard.

Fonte: Associated Press.

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