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SÃO PAULO – Agitando a manhã desta quinta-feira (3), a Polícia Federal decidiu abrir mais um inquérito sobre a Petrobras (PETR3; PETR4), dessa vez para investigar a venda de uma refinaria na Argentina, colocando suspeita em mais um negócio da estatal. A investigação irá apurar se houve crime de evasão de divisas na venda da refinaria de San Lorenzo para o grupo argentino Oil Combustibles S.A., do megaempresário Cristóbal Lopez, amigo da presidente Cristina Kirchner.
Esse é o terceiro inquérito que a PF abriu sobre a estatal brasileira este ano. Todos para investigar negócios fora do País. Um deles é a compra da refinaria de Pasadena, no Estado americano do Texas, e outro apura suspeita de pagamento de propina pela SBM Offshore, uma fornecedora holandesa da estatal.
Além disso, a CGU (Controladoria-Geral da União) anunciou ontem a abertura de sindicância para apurar as denúncias de pagamento de suborno por parte da SBM Offshore a empregados da Petrobras. A investigação tem 30 dias de prazo, a partir de sua publicação no Diário Oficial, para ser concluída. É prevista, no entanto, a possibilidade de prorrogação do prazo por igual período.
Já sobre a denúncia de Pasadena, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, disse na véspera que a presidenta Dilma Rousseff não teve acesso antecipado ao contrato de compra da Refinaria de Pasadena, no estado norte-americano doTexas, pela Petrobras.
Vale mencionar ainda que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu ontem rejeitar o pedido de impugnação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras apresentada pela base aliada ontem. Ele acatou a sugestão dos oposicionistas de encaminhar o caso para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, colegiado responsável por resolver dúvidas regimentais e constitucionais que surgem de propostas. Na prática, ao encaminhar para a CCJ a avaliação do caso, Renan tira a responsabilidade de decidir sozinho, conforme prevê o regimento, a questão sobre a abrangência das CPIs. De quebra, também favorece o governo por atrasar a instalação da comissão.
BTG está à procura de investidor para comprar sua parte na BR Properties
O BTG Pactual (BBTG11) estaria à procura de investidor institucional para comprar sua participação na BR Properties (BRPR3), dizem fontes do mercado. Atualmente, o banco possui 24,5% da empresa, seguido pelo fundo de pensão Petros (6,9%), WTorres (6,86%) e o fundo de investimentos do governo de Singapura (6,48%). Segundo a XP Investimentos, se confirmado, o movimento pode ser considerado positivo para os resultados da instituição no curto prazo.
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O BTG entrou na empresa em março de 2012, quando a BR Properties incorporou uma empresa na qual o BTG era sócio junto com Walter Torre. Na época, a operação resolveu dois problemas para o banco: deu uma saída para um portfólio que tinha algumas problemas e deu ao BTG uma moeda líquida: as ações da BR Properties. Apesar da qualidade de seus ativos, a BR Properties tem trazido problemas ao BTG. Como a ação da empresa despencou no ano passado, há vários trimestres o BTG tem que reconhecer a perda contábil de valor em seu balanço.
Por isso, a XP vê o movimento como favorável ao banco, lembrando do ciclo negativo em que o mercado imobiliário brasileiro encontra-se atualmente. A operação, segundo os analistas, iria contribuir para aliviar uma marcação a mercado desfavorável de sua participação e liberaria recursos para um segmento, teoricamente, mais rentável no momento, como concessão de crédito ou trading.
Vale vê preços de minério de ferro entre US$ 100 e US$ 125
A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, disse esperar que os preços de minério de ferro fiquem entre US$ 100 e US$ 125 por tonelada nos próximos um a dois anos. O presidente da mineradora, Murilo Ferreira, também afirmou que a companhia não estava interessada em buscar aquisições.
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“Nós não queremos fazer aquisições”, disse ele em Melbourne, na Austrália. “O dinheiro pode ficar muito melhor nas mãos de nossos acionistas.”
Preço por ação em oferta da Oi será fixado em 28 de abril
Também ganha destaque no noticiário corporativo a Oi (OIBR4). A fixação do preço por ação na oferta de ações da companhia acontecerá dia 28 de abril, com o fim da coleta das intenções dos investidores no processo de “bookbuilding”.
No dia seguinte, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vai conceder do registro da oferta global. Os papéis serão negociados na BM&FBovespa a partir de 5 de maio, conforme aviso ao mercado publicado hoje.
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Eletrobras sobre Três Irmãos
A Eletrobras (ELET3; ELET6) informou nesta quarta-feira que o lance vencedor do leilão da hidrelétrica paulista Três Irmãos garantiu taxa de remuneração mínima de 10 por cento para o grupo que levou a concessão da usina, conforme o governo federal previa nas regras de renovação das concessões.
Furnas, subsidiária da Eletrobras, venceu o leilão da hidrelétrica na última sexta-feira, em conjunto com o fundo de investimentos privado Constantinopla. O grupo não precisou oferecer deságio pois o leilão não teve outros competidores.
Porto Seguro é proibida de cobrar taxa de custo de apólice
Em uma decisão que deve pesar para a Porto Seguro (PSSA3), a juíza Maria da Penha Nobre Mauro, da 5ª Vara Empresarial do Rio, determinou que a seguradora pare de cobrar uma taxa conhecida como custo de apólice. Pior que isso, a justiça determinou que a empresa deve restituir em dobro os valores pagos pelos consumidores a partir de 2002, ano em que a ação foi ajuizada.
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A sentença determina, ainda, que a companhia informe e comprove o número exato e total de apólices expedidas nos últimos dez anos, e informe, no prazo de 15 dias, o valor total arrecadado. Segundo a Anacont (Associação Nacional de Assistência ao Consumidor e Trabalhador), entidade autora da ação, dados mostram que só em 2012 as seguradoras brasileiras arrecadaram R$ 1,7 bilhão com a cobrança da taxa. A multa diária para descumprimento da ordem é de R$ 50 mil.
Nesta sessão, o papel PSSA3, que operou boa parte do dia em alta, acabou virando e se descolando do desempenho do resto da Bolsa. As ações encerraram com queda de 0,31%, cotadas a R$ 31,90. Destaque também para o volume movimentando, que ficou mais de 3 vezes acima da média, atingindo R$ 72,04 milhões.
De acordo com o presidente da Anacont, José Roberto Oliveira, a seguradora não informa sobre a cobrança a título de custo de emissão da apólice de seguro individual, que custa entre R$ 30 e R$ 100. Ele completou ainda dizendo que os consumidores podem entrar na justiça cobrando a restituição do valor. Procurada pelo jornal Globo, a Porto Seguro informou que recorrerá da decisão.
Sabesp: “colapso” deve vir em meados de julho
Se o cenário previsto para o nível de água do Sistema Cantareira – o principal reservatório usado para abastecer a Grande São Paulo e regiões do interior do estado – já era assustador, agora a “catástrofe” pode ser ainda maior. Em relatório descritivo sobre a situação do reservatório, o GTAC (Grupo Técnico de Assessoramento para gestão) Cantareira antecipou do fim de agosto para meados de julho a previsão de “colapso” no sistema, tendo em vista a estiagem atípica vista na região durante os primeiros meses do ano.
Após projetar 2 cenários distintos que estimavam o esgotamento do chamado “volume útil” dos reservatórios nos primeiros meses do segundo semestre do ano, a ANA (Agência Nacional de Águas) e o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo) estipularam para o pior cenário vazões médias mensais afluentes de abril a outubro com 70% da magnitude das mínimas de cada mês, registradas entre 1930 e 2013. Vale lembrar que, na semana passada, o nível dos reservatórios chegou a 13,8%, atingindo pela primeira vez na história volume menor que 14%.
A pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (2), alertou que a represa e reservatório de Jaguará/Jacareí, responsáveis por 82% de todos os recursos hídricos do sistema, podem chegar a 5% de capacidade em menos de 20 dias – limite do volume útil -, uma vez que as previsões meteorológicas não são nada animadoras. É importante mencionar que o volume atual gira na casa dos 7%.
Com o esgotamento dos recursos do volume útil, a retirada de água terá de ser forçada a partir do “volume morto” – isto é, região que fica abaixo do nível de captação -, que exige equipamentos de bombeamento que custarão R$ 80 milhões, com a conclusão das obras estimada pela Sabesp (SBSP3) ainda para o primeiro semestre do ano.
(Com Reuters e Agência Brasil)