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SÃO PAULO – “As nuvens estão se dissipando”. A frase, parte de relatório assinado pelo analista Edmo Chagas, do BTG Pactual, ilustra as boas projeções do banco para o desempenho futuro da Gerdau (GGBR4). “Nós continuamos a ver a Gerdau como uma ação de forte fundamento no médio prazo”, revela a análise publicada nesta terça-feira (30).
Para Chagas, a siderúrgica brasileira deve se beneficiar das necessidades de melhorias em infraestrutura do Brasil. O analista destaca o plano do governo federal de surgimento de dois milhões de novas moradias, bem como investimentos em infraestrutura e transporte, para os jogos da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016 – ambos serão realizados no País.
Neste sentido, o banco elevou o preço-alvo em 12 meses aos papéis da Gerdau de R$ 33 para R$ 40 por ação, recomendando compra aos ativos da companhia. “Nós acreditamos que os investidores ainda não estão dando muito crédito ao upside potencial na demanda por produtos da Gerdau para infraestrutura norte-americana”, destacou também.
Para o analista, as ações da companhia foram prejudicadas no curto prazo por conta da alta exposição ao mercado dos Estados Unidos. Contudo, Chagas ressalta que já vê elevações nos preços e espera por um crescimento nos volumes ao longo da segunda metade deste ano. “Nós esperamos que a Gerdau recupere parte das perdas ao passo que os investidores se tornam mais confiantes na retomada dos preços do aço no âmbito global”, argumentou.
Projeções
O BTG elevou sua projeção para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Gerdau em 2010 de R$ 5,9 bilhões para R$ 7,6 bilhões, refletindo suas perspectivas de melhora nos volumes e preços. O banco elevou ainda as projeções para a geração operacional de caixa da empresa em 2011 e 2012 em, respectivamente, 26% e 9%.
“Nós acreditamos que os resultados do primeiro trimestre deste ano não devem ser tão inspiradores devido aos volumes desapontantes nos Estados Unidos. Entretanto, estamos mantendo os olhos nas operações norte-americanas uma vez que esperamos que uma melhora nos preços antecipe a recuperação no volume, incrementando as margens operacionais”, explicou o BTG.