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SÃO PAULO – A empresa de compra e venda de carros usados AutoBrasil pediu aval da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
A operação, que consiste na venda primária (papéis novos) e secundária (ações detidas pelos atuais sócios), terá o BTG Pactual (BBTG11) como coordenador líder, em parceria com o Credit Suisse e Itaú BBA.
Um dos acionistas vendedores na oferta, o FIP Gulf II, é administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros, braço do banco do bilionário André Esteves. A Investparts e pessoas físicas serão os demais vendedores.
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Criada em abril e com sede na cidade do Rio de Janeiro, a AutoBrasil apresenta-se como a maior companhia de compra e venda de automóveis usados do Brasil e uma das três maiores das Américas, com 215 pontos comerciais em 15 Estados, incluindo redes como Itavema, Atri e Germânica. O objetivo é unificar as redes sob a marca AutoBrasil.
Segundo o prospecto preliminar, a AutoBrasil foi idealizada pela Gulf, empresa que atuou na consolidação dos setores de corretagem de imóveis e de seguros no Brasil, dando origem à Brasil Brokers e à Brasil Insurance.
A empresa acredita ter cerca de 1,2% de participação em um mercado que movimentou em 2011 cerca de R$ 85 bilhões no Brasil, número semelhante ao detido pela Carmax, companhia que a AutoBrasil usa como referência e que é sediada nos Estados Unidos.
No prospecto preliminar da oferta, a empresa afirma que, apesar do forte crescimento das vendas de veículos no Brasil nos últimos anos, o setor de seminovos tem potencial de crescimento significativo, apoiado na expansão de renda da população e na relativa baixa penetração de veículos no país em relação a mercados mais maduros.
Segundo a companhia, o mercado de veículos usados no Brasil, composto por automóveis e veículos comerciais leves, movimentou mais de R$ 155 bilhões em 2011, com os seminovos (veículos com menos de seis anos de uso) representando R$ 85 bilhões.
A empresa prevê que as vendas de carros usados no Brasil cresçam de 5,5 milhões de unidades em 2011 para 6,1 milhões em 2015. Já a comercialização de seminovos deve passar de 3,4 milhões para 4,6 milhões no mesmo período.
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No documento, a AutoBrasil afirma que pretende usar os recursos obtidos com a operação para capital de giro e investimentos na abertura de novas lojas. O plano é abrir aproximadamente 60 lojas nos próximos 3 anos.
A meta inicial do prospecto é de que as ações façam a estreia no pregão da BM&Fovespa no dia 18 de outubro.