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SÃO PAULO – A aquisição da GRV no último ano trouxe às ações da Cetip (CTIP3) ganhos superiores a 20% desde 2 de dezembro de 2010, data do anúncio da compra. Com a forte valorização dos ativos, o BTG Pactual optou por revisar para cima o preço-alvo da companhia, de R$ 22,00 para R$ 29,00, configurando um upside de 16% em relação ao pregão de terça-feira (14). A recomendação segue neutra.
A aquisição da GRV foi bem recebida pelo mercado e tida como justa para os acionistas, diz o BTG. No entanto, foi reduzida a chance de que a Cetip torne-se alvo de futuras aqusições, culminando em menores múltiplos para a ação.
Por sua vez, a atual valuation já teria refletido em boa parte a projeção de um crescimento acima do setor no médio e longo prazo, deixando a compra das ações menos interessante. “Acreditamos que há oportunidades mais atrativas em nosso universo de cobertura”, diz o analista Eduardo Rosman, em relatório.
Ganhando com inflação no curto, perdendo no longo prazo
Neste momento, a Cetip se beneficia da alta da inflação.Os contratos de aluguel de veículos, principal fonte de receitas da GRV, são indexados no IGP-M. Além disso, a redução do crédito aumenta a demanda pelo aluguel dos veículos, já que o financiamento de automóveis fica mais difícil.
No longo prazo, entretanto, os riscos podem se revelar maiores. “Se o atual cenário persistir por muito tempo, poderemos ver níveis de atividade mais fracos, sinalizando para potenciais riscos quanto aos ganhos”, alerta Rosman.