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SÃO PAULO – Depois de um ano difícil para produtoras de celulose em 2011, o BTG Pactual vê a possibilidade de recuperação apenas a partir do segundo semestre de 2012. Isso porque o preço da matéria-prima deve continuar caindo, e também por conta da alavancagem financeira do setor.
Mas a maior demanda por produtos de madeira pode beneficiar a Klabin (KLBN4) e a Duratex (DTEX3). A primeira está se preparando para uma maior eficiência operacional, através de medidas para cortar custos e aumento nos preços, bem como diversificação de seu portfólio. Já a segunda tem a possibilidade de impulsionar sua capacidade de produção.
Duratex e Klabin
As fabricantes da commodity devem sofrer, segundo o BTG, com o aumento do custo de capital, o forte nível de endividamento e o preço da celulose mais reduzido durante 2012. Em relatório, o analista Edmo Chagas desconfia da possibilidade de que a Suzano (SUZB5) e a Fibria (FIBR3) entreguem bons patamares de fluxo de caixa livre.
O relatório do banco aponta a Duratex como a preferida no setor durante este ano. Isso porque, após ter seus resultados pressionados por um ambiente de queda da procura e competição mais acirrada, a empresa pode ter uma recuperação no segundo semestre. Chagas espera que a demanda se fortaleça e impacte positivamente o balanço da empresa, que poderá aumentar sua capacidade utilizada e elevar seus ganhos.
O acontecimento que poderia ser mais positivo para o investimento em DTEX3 seria a recuperação do setor de madeira, cotado para atingir novamente a média história de três vezes o avanço do PIB (Produto Interno Bruto).
Por fim, o analista cita a Klabin, prevendo que a procura pelas ações faça com que as medidas tomadas para fortalecer a operação sejam relevantes apenas nos seis primeiros meses do ano. A valorização ficaria limitada após a tendência de alta da bolsa.
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O banco aproveitou para cortar o preço-alvo para os papéis da Suzano, de R$ 12 para R$ 8, trazendo um potencial de valorização de 16,62% contra o fechamento de 10 de janeiro. Já para a Fibria, a redução levou de R$ 20 a R$ 16 o preço, com um upside de 8,47%.
Entre as produtoras de bens de maior valor agregado, a Duratex tem preço-alvo de R$ 12, ou 33,33% de espaço para se valorizar, enquanto o target da Klabin chega a R$ 8,50, upside de 5,07%.