Publicidade
SÃO PAULO – A semana inicia agitada em meio ao noticiário corporativo, dividido principalmente entre o anúncio de aporte bilionário e novo sócio na B2W (BTOW3), a confirmação da Brookfield (BISA3) que estuda uma OPA ou aumento de capital e possível venda da CCX Carvão (CCXC3) para grupo da Turquia.
No Ibovespa, o destaque fica com a disparada das ações da Brookfield, que sobem 6,45%, a R$ 1,32, segundo cotação das 14h41 (horário de Brasília), depois de terem subido 14,52%, a R$ 1,42, na máxima do dia. O volume financeiro atinge R$ 22,35 milhões, ultrapassando a média diária dos últimos 21 pregões (R$ 13,137 milhões). A incorporadora confirmou nesta manhã avalia realizar uma oferta pública de aquisição de ações para fins de cancelamento ou uma capitalização da através de emissão de novas ações. A informação foi antecipada pelo InfoMoney na quinta-feira passada.
Por outro lado, as ações da Embraer (EMBR3) figuram entre as maiores quedas do índice, com desvalorização de 2,23%, sendo cotadas a R$ 18,83. O Credit Suisse divulgou um relatório apontando que a ação da empresa é boa, mas já está precificada. O banco de investimentos iniciou a cobertura para as ações da fabricante de aeronaves com recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado), vendo um potencial de desvalorização de 13% para os ADRs (American Depositary Receipts) da companhia, com preço-alvo de US$ 28.
Outros destaques:
B2W
As ações da B2W (BTOW3) registram forte alta de 34,19% no pregão desta segunda-feira, a R$ 20,80 – no maior patamar desde junho de 2011 -, depois que a varejista online aprovou aumento de capital privado de R$ 2,38 bilhões, por parte de sua controladora Lojas Americanas (LAME4) e o fundo norte-americano Tiger Global – numa operação que levará à venda de uma fatia de até 19% da B2W para o Tiger Global.
As equipes do Credit Suisse e XP Investimentos avaliaram a notícia como positiva para a B2W, citando que o aporte representa um prêmio de 61,29% em relação ao fechamento da última sexta-feira. Lojas Americanas mantém o controle da B2W, mesmo que o aporte represente 42,9% do aporte total, pois grande parcela dos minoritários não deve acompanhar o aporte e essa operação é a entrada da Tiger Global que é atuante no setor de tecnologia e comércio eletrônico na Netshoes, Facebook, Netflix e LinkedIn, comentaram os analistas.
Continua depois da publicidade
Cielo
Por sua vez, os papéis da Cielo (CIEL3) perderam força e caem 0,89%, sendo cotados a R$ 63,16. Apesar disso, a empresa acompanha informação positiva para a indústria de cartões durante a Copa do Mundo de 2014, que deve trazer um “bônus” de, no mínimo, R$ 5,9 bilhões em compras com cartão para o Brasil. Na semana passada, o Credit Suisse apontou que a Cielo seria a mais bem posicionada para captar essa enxurrada de gastos.
TIM
Já as ações da TIM (TIMP3) sobem 1,56%, a R$ 13,01, depois de terem atingido alta de 2,5%, a R$ 13,13. No sábado, a Folha de S. Paulo informou que o empresário e político egípicio, Naguib Sawiris (ex-CEO da Orascom), estaria interessado em comprar a empresa e já teria encontrado o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para quem teria dito ser contrário a um desmembramento da empresa. O mesmo Sawiris deu uma entrevista para a Bloomberg ontem confirmando o interesse. Todas as notícias positivas para a TIM, avaliou o Credit Suisse.
ALL
A ALL reverte as perdas registradas nesta manhã e passa para o campo positivo, com leve valorização de 0,15%, a R$ 6,51. Apesar do movimento, o noticiário não favorece a empresa hoje. A Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) decidiu questionar no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) o contrato firmado entre a Rumo Logística e a ALL. Assim como outros executivos da indústria sucroalcooleira, a associação tenta derrubar um contrato de 2009, que abarca mais de metade da capacidade da linha, prejudicando a expansão das exportações de outros grupos econômicos. A TCA Logística já havia entrado com uma representação no Cade, alegando que o contrato entre a ALL e a Rumo caracteriza abuso de poder econômico, uma vez que praticamente barra a passagem de concorrentes da Cosan no mercado de açúcar e impede também o transporte na linha férrea de outros produtos, como grãos.
Continua depois da publicidade
CCX
Fora do Ibovespa, a CCX Carvão (CCXC3), de Eike Batista, dona das minas de carvão na Colômbia, está sendo vendida para um grupo da Turquia, informou coluna Radar, da Veja, no último domingo, 26. As ações da empresa respondem com forte valorização nesta sessão e registravam alta de 12,8%, sendo cotados a R$ 1,23. Na máxima do dia, chegaram a subir 17,43%, a R$ 1,28.
Lupatech
A Lupatech (LUPA3) informou em comunicado ao mercado na manhã desta segunda-feira que atingiu a adesão necessária dos titulares de bônus perpétuos ao “consent solicitation”, documento por meio do qual sua subsidiária integral, Lupatech Finance Limited, busca o consentimento dos bondholders para liberar as garantias dadas pelas subsidiárias Esferomatic S.A., Jefferson Sudamericana S.A., Industria y Tecnología em Aceros S.A. e Válvulas Worcester de Argentina S.A. Com isso, as ações da companhia registram alta de 5,80%, a R$ 0,73, após chegarem a subir 15,94% na máxima intradiária. Além disso, também chama a atenção o forte volume negociado até o momento pelos papéis, de R$ 2,141 milhões, ultrapassando a média dos últimos 21 pregões, de R$ 1,57 milhão.
HRT
Já as ações da HRT (HRTP3) recuam 1,54% nesta sessão, a R$ 1,28, ainda pressionada por impasse sobre o controle da companhia, de acordo com operadores. Na sexta-feira, após o fechamento da bolsa, a empresa divulgou que a JG Petrochem, cujo maior acionista é o empresário Nelson Tanure, elevou mais uma vez sua fatia na HRT, que agora está em cerca de 19,25%. Mais cedo, a empresa já havia informado que a JG Petrochem entrou com pedido de instauração de procedimento arbitral perante a Câmara de Arbitragem do Mercado contra outro acionista, o fundo Discovery Capital Management.