Brookfield salta 20% com OPA; ALL recua após euforia; elétricas caem

Usiminas cai pelo terceiro pregão consecutivo, após resultado do trimestre ter ficado abaixo do esperado pelos analistas; OGX opera estável em meio à apresentação de plano de recuperação judicial e devolução de áreas à ANP

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SÃO PAULO – Após chegar a subir 0,2%, o Ibovespa caminha no campo negativo na tarde desta segunda-feira (17), com as ações oscilando entre ganhos de 3% e perdas de 4%, com exceção do papel da Brookfield (BISA3), que destoava nesta sessão após anúncio de que sua controladora iria fazer uma OPA para tirá-la da bolsa de valores. Às 15h43 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 0,63%, a 47.898 pontos.  

Na ponta positiva, apareciam as ações da Brookfield, que subiam 18,55%, sendo cotadas a R$ 1,47, após terem atingido na máxima do dia ganhos de 20,97%, a R$ 1,50. No mesmo horário, o volume financeiro ultrapassava a média diária dos últimos 21 pregões (R$ 11,3 milhões), alcançando R$ 31,35 milhões. O movimento ocorre após a incorporadora ter informado que sua controladora iria fechar seu capital, pagando R$ 1,60 por ação, o que configurava um prêmio de 29% em relação ao fechamento da última sexta-feira. 

Analistas viram a operação como um catalisador positivo para as ações no curto prazo, embora alguns ainda tenham ressaltado que a oferta poderia ter sido um pouco melhor. Nos últimos três meses, o preço médio das ações da empresa foi de R$ 1,12 por ação, ou seja, um prêmio de mais de 42% da média de 90 dias. Entretanto, dado a desvalorização nos últimos anos, os papéis da Brookfield são negociados atualmente a metade do valor de liquidação da empresa. E é nesse ponto que os analistas da Banco Espírito Santo e Credit Suisse batem. Para eles, os acionistas minoritários devem lutar por um preço melhor na OPA, mesmo considerando o elevado prêmio atual. Vale lembrar que para a operação ser concluída ainda é preciso aprovação em assembleia, escolha de bancos para fazer avaliação da OPA e, finalmente, a aprovação de dois terços dos acionistas.

Outros destaques:

ALL
Já do lado negativo aparecem as ações da ALL (ALLL3), que caem 3,41%, sendo cotadas a R$ 6,23, depois de terem disparado 19,44% na última sexta-feira por conta de rumores de que a empresa deveria concluir nesta semana a união com a Rumo Logística, segundo informações do Valor. No novo negócio, a empresa controlada pela Cosan (CSAN3), do empresário Rubens Ometto, representará entre 35% e 40% da nova companhia e a ALL, os 60% a 65% restantes. No entanto, a Cosan e ALL negaram ter firmado algum acordo para fusão. 

Usiminas
As ações da Usiminas (USIM5) caem pelo terceiro pregão consecutivo. Somente nesta sessão, a desvalorização é de 3,90%, a R$ 11,09. Na última sexta-feira, a maior produtora de aços planos do Brasil informou que obteve lucro líquido de R$ 47 milhões no quarto trimestre de 2013, ante prejuízo de R$ 283 milhões registrado no mesmo período de 2012. Analistas, no entanto, esperavam lucro de R$ 73 milhões. 

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Elétricas 
Também aparecem no vermelho as ações das elétricas, com destaque para Energias do Brasil (ENBR3, -4,08%, R$ 8,93), Light (LIGT3, -2,71%, R$ 16,54), Copel (CPLE6, -3,74%, R$ 25,00), Eletrobras (ELET3, -3,77%, R$ 4,85; ELET6, -3,11%, R$ 9,02) e Eletropaulo (ELPL4, -2,52%, R$ 8,50). No noticiário, ainda segue em foco o risco bastante elevado de racionamento de energia, o que tende em suma a penalizar toda a cadeia produtiva e ter reflexos em um desempenho econômico aquém do esperado, comentou a equipe de análise da XP Investimentos. 

OGX
Também entre os destaques aparecem as ações da Óleo e Gás Participações (OGXP3), ex-OGX, que vê seus papéis recuarem 3,45%, precificados em R$ 0,28 no momento. 
A empresa apresentou no fim da semana passada o plano de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O plano segue as diretrizes do PSA (Plan Support Agreement), feito entre a empresa e credores, com a previsão da injeção de US$ 215 milhões na empresa, diluindo os atuais acionistas. Mesmo assim, ele ainda precisa ser aprovado em assembleia – a ser convocada pela Deloitte. No plano, consta ainda que a empresa desistiu de vender sua participação na Parnaíba Gás Natural (ex-OGX Maranhão) para o fundo Cambuhy. Agora, a empresa espera realizar a venda da participação por meio de um leilão, que deve acontecer 15 dias após a homologação do plano de recuperação judicial, que está previsto para dentro de 80 dias após a sua apresentação. 

Além disso, a empresa também anunciou que está devolvendo as áreas de exploração dos complexos de Itacoatiara, Viedma, Tulum e Vesúvio, na bacia de Campos, e dos complexos de Natal e Belém, na bacia de Santos à ANP ( Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural de Biocombustíveis). A OGX não apresentou os PADs (Planos de Avaliação de Descobertas) e a Agência não estendeu o prazo.