BRKM5: Citi eleva recomendação da Braskem com perspectivas de melhora nos spreads

Avaliação positiva leva em consideração expectativa de spreads mais elevados para os próximos períodos

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Estande da Braskem (Foto: Divulgação/Braskem)
Estande da Braskem (Foto: Divulgação/Braskem)

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O banco Citi atualizou a recomendação da Braskem (BRKM5) de venda para neutro, com expectativas de melhores números nos próximos períodos. Com o conflito ainda em curso no Oriente Médio, os analistas destacaram um aumento dos preços e spreads no setor petroquímico, que pode favorecer a companhia.

O preço-alvo para o final de 2026 também foi elevado, passando de R$ 8 por ação para R$ 10. Apesar das expectativas positivas, ao longo desta quarta-feira (1), a ação da companhia registrava queda superiores a 3%.

A atualização refletiu as estimativas de spreads mais elevados, com o potencial de aliviar a geração de caixa da empresa no curto e médio prazo. Além disso, reduzir a alavancagem da Braskem no mesmo período.

De cordo com os analistas, a melhoria das perspectivas operacionais pode reduzir a urgência de prováveis ​​medidas de ajuste da estrutura de capital da empresa. Entre elas, o anúncio do provável plano de reestruturação, com uma possível injeção de capital ou redução da dívida no curto prazo.

Em paralelo a isso, estão em curso discussões relacionadas à provável mudança no controle acionário para a IG4. Apesar da elevação da recomendação, os analistas destacam que mantiveram a recomendação neutra dadas as incertezas quanto à estrutura de capital.

Cenário global e oportunidades para Braskem

Com base nos cálculos do Citi, a companhia está posicionada para se beneficiar do cenário macro atual em seus três segmentos (Brasil, México e EUA/Europa). Para os analistas, as interrupções no fornecimento e nas operações logísticas do petróleo, entre os meses de fevereiro e março deste ano, fortaleceram os fundamentos globais do setor petroquímico.

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Essas potenciais restrições no fornecimento podem chegar a 6-19 milhões de toneladas e 7-10 milhões de toneladas por ano, respectivamente. Esse valor implica em 4%-11% e 4%-5% das taxas operacionais globais. A operação, afetada pelo conflito ainda em curso no Oriente Médio, provocou um aumento nos preços e a estimativa é de que esses valores sigam subindo.

De acordo com o Citi, enquanto empresas da Ásia e do Oriente Médio sofrem com restrições nas operações logísticas, empresas na América devem se beneficiar deste contexto. Para compensar as menores ofertas da Ásia/Oriente Médio, as empresas americanas devem aumentar seus níveis de produção. Ao mesmo tempo, a Europa deve sofrer menos com as importações.