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SÃO PAULO – Além de esperar conquistar o tricampeonato nas terras de seu grande “rival” futebolístico sul americano, na Copa do Mundo, a Argentina pretende conquistar uma outra vitória em breve, mas fora de campo.
Entre os dias 14 e 16 de julho de 2014, na cidade de Fortaleza, será realizada a cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que podem aumentar o seu número com um novo participante. O encontro irá decidir a questão da entrada da Argentina no País.
Os BRICS – termo cunhado em 2001 pelo então economista (agora aposentado) do Goldman Sachs Jim O’Neill, para designar os países com desenvolvimento mais dinâmico e com boas perspectivas econômicas -, passou de uma sigla e transformou-se em um fórum sério. Isso mesmo que muitos desses países não estejam tendo um desempenho econômico tão bom quanto o esperado (incluindo o Brasil).
Porém, apesar de já ter recebido o apoio da África do Sul, Índia e Brasil, a candidatura argentina ao grupo pode ficar pelo meio do caminho. O presidente russo, Vladimir Putin, mostrou certa cautela sobre as intenções da Argentina em fazer parte do grupo.
“A Rússia valoriza o desejo do governo argentino de se unir ao Brics. É muito possível estabelecer relações de aliança estratégica entre o Brics e a Argentina – o mesmo que com outros países em desenvolvimento – nos aspectos de política internacional, economia e finanças”, disse Putin em entrevista exclusiva à agência cubana Prensa Latina.
Porém, destacou que “a questão de aumentar o número de membros do Brics ainda não está em consideração”. Para ele, primeiro, deve-se otimizar todos os numerosos formatos da cooperação estabelecidos no grupo.
Para muitos, a entrada da Argentina não faz muito sentido, já que ela é um caso econômico perdido que logo menos será ultrapassado pela Colômbia como a segunda maior economia da América do Sul, além de estar perto de um segundo calote em treze anos. Porém, como o próprio Jim O’Neill destacou em entrevistas recentes, o case de sucesso dos BRICS pode estar minguando.
Em agosto de 2013, ele chegou a destacar que estava um pouco decepcionado com o grupo e que, se fosse para revisar o termo, deixaria apenas o “C” de China. Porém, destacou que o Brasil ainda poderia surpreender.