Destaques da Bolsa

BRF sobe 5% após Petros negar que irá vender ações; Petrobras dispara 9% desde a mínima do dia

Confira os destaques do pregão desta terça-feira na Bovespa

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – O Ibovespa virou para alta faltando menos de um hora para o fim do pregão, puxado por novas informações vindas da Grécia e uma possível sobrevida do país nas discussões com os credores. Com isso, um sentimento generalizado acabou trazendo ânimo para os papéis da Bolsa.

Além disso, uma retomada das commodities, principalmente o petróleo, impulsionou os papéis da Petrobras. A commodity, que registrava fortes quedas nesta manhã, virou para alta durante a tarde, puxando as ações da estatal, que chegaram a cair quase 6%. A Vale também virou no fim da sessão e ajudou o índice em sua alta do dia.

Confira abaixo o que mexe com a Bolsa nesta terça-feira (9), segundo cotação das 16h34:

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BRF (BRFS3, R$ 69,07, +5,24%)
As ações da BRF dispararam nesta sessão e lideraram os ganhos do Ibovespa – depois de ter subido por três pregões, mas com altas bem amenas. Segundo informou o Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, ao InfoMoney, em reunião realizada ontem não houve qualquer discussão sobre a possibilidade do fundo reduzir ou zerar seu investimento na companhia, desmentindo uma informação da semana passada. Os rumores indicavam que o Petros poderia vender cerca de R$ 4 bilhões em ações da companhia dona da Sadia e Perdigão.

Além disso, a companhia informou hoje que foi escolhida para integrar o novo índice de sustentabilidade europeu Euronext-Vigeo EM 70, composto por 70 papéis de companhias de mercados emergentes. Segundo o estrategista-chefe da XP Investimentos, a notícia poderia trazer um impacto positivo no papel, já que traria maior liquidez, mas não para tanto que levasse a uma alta de 4%. No setor, operam entre perdas e ganhos: Marfrig (MRFG3, R$ 5,34, -2,20%) e JBS (JBSS3, R$ 16,00, +0,06%).

Petrobras (PETR3, R$ 13,16, +2,41%; PETR4, R$ 11,78, +2,61%)
As ações da Petrobras viraram para alta com a retomada do preço do petróleo e livrando a companhia de uma série de quedas na Bolsa. Da mínima do dia (atingida às 11h10) até o fechamento, as ações dispararam 8,87%.

Ontem, a estatal informou que recebeu uma decisão cautelar que a obriga a criar um depósito de R$ 350 milhões por trimestre em favor da ANP (Agencia Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Isso se refere a uma disputa relacionada a impostos referentes a produção em 7 concessões. A Petrobras considera independentes mas a ANP afirma que os campos devem ser tratados de maneira unificada (o que aumenta as taxas referentes à extração de óleo e gás). A decisão é retroativa ao segundo trimestre do ano passado.

Ambev (ABEV3, R$ 19,25, +0,26%)
A fabricante de bebidas Ambev fechou a compra da Colorado, marca especializada em cervejas artesanais de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, informou a maior cervejaria do país nesta terça-feira. O valor da operação não foi divulgado. Fundada em 1996, a Colorado produz cervejas que misturam malte e lúpulo com ingredientes como café, rapadura, mandioca, mel e castanha do Pará. A empresa exporta para mercados como França e Estados Unidos.

Vale (VALE3, R$ 17,93, +1,59%; VALE5, R$ 15,15, +1,20%)
No mesmo sentido, as ações da Vale, que chegaram a cair cerca de 5%, viraram para alta faltando menos de uma hora para o fim do pregão, enquanto os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 9,87, -0,70%), holding que detém forte participação na mineradora, também se recuperaram. Apesar da virada, os preços do minério de ferro cotado no porto de Qingdao, na China, caíram 5,4% ontem, e recuaram 5,13% neste pregão. Desde o dia 26 de junho, a commodity já acumula queda de 20%.

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As ações das siderúrgicas, que ontem tiveram uma virada surpreendente na Bolsa e fecharam em forte alta, ficaram entre perdas e ganhos nesta sessão: Usiminas (USIM5, R$ 4,17, -0,24%) e CSN (CSNA3, R$ 4,90, +0,62%). A exceção foi a Gerdau (GGBR4, R$ 7,02, +3,08%), que se manteve em alta durante todo o dia, atingindo sua segunda valorização seguida após cair nos quatro pregões anteriores.

Bancos
As ações dos bancos esboçaram uma reação, com o setor se dividindo entre perdas e ganhos no fim do pregão: Bradesco (BBDC3, R$ 27,38, +0,15%; BBDC4, R$ 27,87, -0,46%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 34,05, +0,38%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,42, -1,80%) e Santander (SANB11, R$ 16,65, +0,20%).

CPFL Energia (CPFE3, R$ 19,30, +3,43%)
A CPFL Energia foi uma das poucas que conseguiu se manter no positivo durante toda a sessão, fechando entre as maiores altas do dia. A companhia teve sua recomendação elevada para compra pela Citi Corretora. Os analistas Marcelo Britto e Kaique Vasconcellos, da corretora, elevaram a recomendação da CPFL, Energias do Brasil (ENBR3, R$ 11,88, +1,28%) e Tractebel (TBLE3, R$ 35,10, +0,83%) para compra, enquanto a AES Tietê (GETI4, R$ 17,68, +1,14%) foi para neutra. A corretora segue com recomendação de venda para Cesp (CESP6, R$ 19,83, -0,20%) e Eletropaulo (ELPL4, R$ 17,85, -0,22%). Eles comentaram que acreditam que perspectivas de lucros sólidos devem compensar o ambiente negativo de taxa de juros mais elevada.

Gol (GOLL4, R$ 6,23, -4,30%)
As ações da Gol deram continuidade à forte queda dos últimos dias. Essa foi a sexta baixa do papel em sete pregões, período em que acumula desvalorização de cerca de 15%. Enquanto as exportadoras sobem com dólar alto, a companhia aérea faz o movimento contrário, uma vez que mais da metade dos seus custos são atrelados à moeda americana, como a compra de combustível e o leasing de suas aeronaves.

Qualicorp (QUAL3, R$ 21,85, -1,80%)
Depois de disparar por cinco pregões seguidos e anunciar na última sexta-feira uma redução de capital social em R$ 400 milhões, com acionistas recebendo R$ 1,4581 por ação, os papéis da companhia recuaram ontem e hoje. Na véspera, o Itaú BBA, ajustando suas premissas ao anúncio da redução de capital, cortou o preço-alvo das ações da Qualicorp de R$ 33,00 para R$ 27,00. No relatório, o banco afirmou que a operação pode transformar a companhia em uma distribuidora de dividendos no futuro.