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BRF conclui refinanciamento de R$ 1,6 bilhão com o Bradesco, Minerva faz acordo com chineses e mais destaques

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira

No Radar InfoMoney desta quarta-feira destaque às locadoras de carros, com um projeto lei no Congresso que pode alterar a forma como as empresas podem vender seus seminovos.

Localiza (RENT3), Movida (MOVI3) e Unidas (LCAM3)

O jornal Valor Econômico traz que um projeto de lei, em discussão na Câmara dos Deputados, questiona a venda direta de veículos, forma pela qual as montadoras escoaram cerca de 49% das vendas em setembro. A publicação destaca que a venda direta prevê descontos de 30% a 35%, além da isenção do pagamento de ICMS.

Para as concessionárias, esse modelo foi percebido pelas locadoras de automóveis, que estariam praticando uma concorrência desleal. A intenção do autor da proposta, deputado Mário Heringer (PDT-MG), é determinar que as locadoras só possam vender os carros seminovos com isenção de ICMS após 24 meses.

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Em média, as locadoras vendem seus seminovos entre 15 e 18 meses após a aquisição do veículo. Entre as principais empresas do segmento, que têm ações listadas na bolsa, a venda de seminovos representou 58%, 65% e 55% da receita, respectivamente, de Localiza, Movida e Unidas.

Minerva (BEEF3)

A Minerva assinou um memorando para formar uma joint venture com dois empresários chineses focada em distribuição de carne bovina na China.

A empresa afirmou que os empresários Xuefang Chen e Wenbo Ge serão sócios com a Minerva e sua unidade internacional Athena Foods. Detalhes como valores financeiros, volumes de produtos e prazos não foram revelados.

Xuefang e Wenbo, distribuidores de proteínas na China, já são clientes da Minerva.

“Com o estabelecimento dessa joint venture…a companhia busca maximizar seus canais de distribuição na China, permitindo novas oportunidades de negócios, e de forma a atender à crescente demanda por proteína bovina na China, que hoje responde por aproximadamente 15% de todo o consumo global de carne bovina”, afirmou a companhia.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou que, após mais de 20 reuniões entre representantes da empresa e dos sindicatos, com a apresentação de três propostas pela companhia – que não foram acolhidas –, recorreu à mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no intuito de chegar a um consenso em relação a um entendimento sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019-2020, que vem negociando desde maio.

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“O TST, após realizar diversas reuniões com as partes, apresentou uma proposta em 19/09/2019 para ser submetida à categoria pelos sindicatos. Até o momento as entidades sindicais não submeteram a proposta do tribunal aos empregados e, portanto, não houve acordo entre as partes”, afirmou a empresa.

Dessa forma, segundo a Petrobras, considerando que o ACT 2017-2019 venceu em 30 de setembro, após um mês de prorrogação, perdendo seus efeitos, “está iniciando uma transição para a legislação trabalhista vigente a partir de hoje.”

“Apesar de não ter havido convergência entre as entidades sindicais e a Petrobras, a companhia continua aberta ao diálogo e entende que o caminho da negociação deve sempre ser perseguido pelas partes”, acrescentou.

Embraer (EMBR3)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou  que o diretor de relações com investidores da Embraer, Nelson Krahenbuhl Salgado, aceitou um acordo para pagamento de R$ 400 mil dentro de processo aberto por indícios de irregularidades na comunicação do acordo de compra do controle da divisão comercial da fabricante brasileira de aviões pela Boeing.

No início de julho do ano passado, a Embraer divulgou fato relevante sobre acerto de memorando de entendimento com a Boeing para a venda de controle de sua principal divisão e parceria na comercialização do cargueiro KC-390.

O documento, de acordo com a CVM, tinha informações incompletas, uma vez que não informou que a empresa a ser criada “teria um conselho de administração formado por membros indicados exclusivamente pela Boeing”. Também não mencionou que a Embraer indicaria um membro sem direito a voto para o conselho de administração da nova empresa e que “teria o direito de veto em relação apenas a certas matérias”. A Embraer posteriormente incluiu essas informações.

“Após negociações com o Comitê de Termo de Compromisso (CTC), o proponente (Salgado) aderiu à contraproposta apresentada pelo CTC de pagar à CVM o valor de 400 mil reais”, destaca o comunicado à CVM.

Vale (VALE3)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Vale “abocanhou” durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o direito minerário no País. A um grupo de garimpeiros, Bolsonaro disse que as empresas estrangeiras são culpadas pelo desmatamento na Amazônia e sugeriu que elas pagam propina para encobrir crimes ambientais.

Segundo o grupo de garimpeiros que se reuniu com Bolsonaro, a Vale estaria roubando parte do ouro que está na região de Serra Pelada, no Sul do Pará, e exportando de maneira clandestina. Bolsonaro informou que acionou o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Mineração para buscar “alternativas”. A Vale negou as acusações informando não ter atividades minerais na região, que foi cedida à uma cooperativa de garimpeiros em 2007.

WEG (WEGE3)

A WEG fechou acordo para aquisição de 51% do capital social da V2COM, empresa especializada em IoT (Internet of Things) e telemedição para sistemas de energia elétrica e Smart Grid.

O portfólio de projetos implementados pela empresa incluir concessionárias e prestadoras de serviços de energia elétrica, água, gás, entre outras. Especificamente no segmento de concessionárias de energia elétrica, possui sob seu monitoramento ativos que totalizam mais de 30GW de potência instalada.

Com uma equipe de 56 colaboradores, a V2COM faturou R$ 37 milhões em 2018. O comunicado não cita o valor da compra pela Weg.

BRF (BRFS3)

A BRF concluiu o refinanciamento de linhas de crédito, contratadas com o Banco Bradesco, no montante total de aproximadamente R$ 1,6 bilhão. “Essas renegociações de dívidas visaram, em especial, o alongamento do prazo médio das respectivas linhas de financiamento, dos atuais 2,7 anos para 6,5 anos”, informou a empresa.

Paralelamente, a BRF comunicou que realizou, junto ao Banco Santander, o pré-pagamento de parte das linhas de financiamento rural que venceriam no início de 2020, cujo principal totaliza cerca de R$ 700 milhões.

Adicionalmente, como já informado, a BRF pretende realizar o resgate total antecipado dos Bonds, emitidos pela BFF International Ltd, empresa do Grupo BRF, com juros de 7.250% e vencimento em 2020, pelo valor total de aproximadamente US$ 86,1 milhões.

“Dessa forma, a Companhia continua atuando em consonância com a sua estratégia de extensão do prazo médio de suas dívidas, reduzindo o custo do seu endividamento financeiro e mantendo uma sustentável posição de liquidez de curto prazo”, afirmou.

Ainda no radar do setor, os analistas do Credit Suisse avaliaram como marginalmente positivos, mostrando um ponto de inflexão, os dados da balança comercial referentes ao mês de setembro, quando houve aumento de 1,6% e 3,7% na comparação mensal, respectivamente, nos preços da carne de boi e de porco. Já o preço da carne de frango recuou 0,7%.

“Os volumes caíram no ano contra ano em todas as proteínas, mas mostraram uma recuperação depois de um agosto fraco”, avaliaram os analistas da instituição, pontuando que nas próximas vendas pode seguir o aumento no volume das exportações, o que daria suporte aos preços domésticos.

Do lado dos grãos, os especialistas chamam atenção para o aumento de 6% no preço do milho e 2% na soja no final de setembro. “Com o trade war de China e EUA, estimamos que o preço brasileiro está com prêmio de USD0.4/bu para Chicago”, destacaram.

Carrefour (CRFB3)

O Carrefour anunciou acordo para a compra 49% da empresa Ewally Tecnologia e Serviços, com opção de compra do controle após 3 anos. Segundo a empresa, a Ewally é uma fintech especializada em serviços financeiros digitais, com uma cesta de serviços já em operação, com foco em pessoas excluídas do sistema financeiro. O valor não foi revelado.

“Plenamente alinhada com a estratégia de digitalização da companhia, esse movimento dá início à atuação no segmento de conta digital. Por meio de uma solução de tecnologia robusta e escalável a aquisição permitirá ao Grupo Carrefour Brasil acelerar o processo de transformação digital e inovação, além de ampliar seu ecossistema de pagamentos e distribuição de produtos e serviços digitais no Brasil”, diz o Carrefour.

Para o Credit Suisse, a solução de pagamento poderia alavancar as operações atuais do Carrefour Brasil, melhorando sua posição competitiva. Segundo a instituição, as empresas de supermercado tem uma vantagem competitiva frente a outros e-commerce, já que possui frequência de compra. “Acreditamos que a compra seja positiva e em linha com a estratégia de acelerar sua transformação digital”, acrescentou.

 

 

 

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