BRB nega provisão de R$ 2,6 bi e diz que é cedo para falar em impacto do Master

O esclarecimento foi feito em comunicado ao mercado, divulgado após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários

Paulo Barros

Sede do BRB em Brasília
01/04/2025
REUTERS/Adriano Machado
Sede do BRB em Brasília 01/04/2025 REUTERS/Adriano Machado

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O BRB (Banco de Brasília) afirmou na noite de segunda-feira (26) que ainda é prematuro falar em impacto financeiro ao investimento feito em carteiras de crédito do Banco Master, que teriam sido alvo de irregularidades. O banco negou a informação veiculada pela Folha de S.Paulo de que o Banco Central teria ordenado a constituição de uma provisão contábil de R$ 2,6 bilhões relacionada ao caso.

O esclarecimento foi feito em comunicado ao mercado, divulgado após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários sobre reportagem da Folha afirmando que o BC havia pedido a provisão para cobrir possíveis perdas do BRB ligadas às operações com o Master, que foi posteriormente liquidado pela autoridade monetária.

Segundo o BRB, as operações citadas na matéria, que envolvem a aquisição de carteiras de crédito, ainda estão em análise técnica, contábil e regulatória. Por isso, o banco afirma que não há, neste momento, um impacto final definido que possa ser classificado como fato relevante.

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“O banco acompanha de forma contínua a evolução dos fatos”, diz o comunicado. A instituição acrescenta que, caso haja qualquer determinação formal por parte do regulador, adotará as medidas de divulgação previstas nas regras do mercado de capitais.

“O BRB reafirma seu compromisso com a transparência, a integridade e a
adequada prestação de informações ao mercado, permanecendo à disposição para
quaisquer esclarecimentos adicionais”, finaliza o texto.

Na segunda, Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB, prestou depoimento à Polícia Federal no âmbito da investigação ligada ao Master, mas o conteúdo do depoimento não foi divulgado em razão do sigilo processual.

A investigação apura suspeitas de irregularidades na negociação de carteiras de crédito envolvendo o BRB e o Banco Master, com possíveis crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. 

Paulo Barros

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)