Brava: reestruturação inesperada promete enxugar custos e renovar liderança; ação cai

Processo de transição ocorrerá nas próximas semanas

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Brava Energia, antiga 3R Petroleum (Divulgação 3R Petroleum)
Brava Energia, antiga 3R Petroleum (Divulgação 3R Petroleum)

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A Brava (BRAV3) anunciou uma reestruturação organizacional que reduzirá um cargo de diretor. A petrolífera recebeu cartas de demissão do atual Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Rodrigo Pizarro, e do atual Diretor de Novos Negócios, Trading e Downstream, Pedro Medeiros. Ambos participarão do processo de transição nas próximas semanas. As ações da companhia caíram 5,84%, a R$ 14,20.

A empresa contratará um novo Diretor Financeiro, que também consolidará as funções de Diretor de Relações com Investidores e Trading. O Diretor de Operações Onshore, Jorge Boeri, consolidará as operações de downstream. O CEO, Decio Oddone, acumulará permanentemente a área de Novos Negócios e se tornará Diretor Financeiro interino enquanto o processo de contratação estiver em andamento.

Segundo a companhia, as mudanças têm como objetivo simplificar processos, fortalecer a governança e aprimorar a integração entre as funções corporativas e de negócios.

Viva do lucro de grandes empresas

A XP Investimentos disse que não esperava por essas mudanças, mas vê com bons olhos as iniciativas da empresa para aumentar a eficiência e simplificar sua estrutura.

Por outro lado, segundo a instituição financeira, a saída de dois executivos experientes sem uma substituição imediata poderia pesar sobre as ações, o que provavelmente só seria resolvido quando o novo Diretor Financeiro assumir o cargo.

O JPMorgan, por sua vez, avalia que a reestruturação decorre do novo acordo de acionistas, firmado em agosto entre Jive, Yellowstone e Queiroz Galvão, e que não está relacionada aos resultados trimestrais.

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O banco americano reiterou sua recomendação de compra para as ações da Brava e preço-alvo de R$ 26.

Na mesma direção, o BBI comenta que a saída dos dois executivos foi inesperada pelo mercado, mas ocorre após a assinatura de um novo acordo de acionistas que estabelece uma nova estrutura de controle — portanto, pode ser vista como algo “natural”.

Segundo BBI, o movimento contribui para que a Brava adote uma estrutura de custos mais enxuta. “Tanto Rodrigo Pizarro quanto Pedro Medeiros tiveram papéis fundamentais ao ajudar a companhia a atravessar um período desafiador e deixá-la em condições muito mais saudáveis.”