Brava (BRAV3): ação tem reviravolta e fecha em alta de 2,7% após abertura em queda

Ação da petrolífera é uma das mais sensíveis a choques nos preços do petróleo

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Imagem mostra uma plataforma de petróleo.
Imagem mostra uma plataforma de petróleo.

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As ações da Brava Energia (BRAV3), um dos papéis mais sensíveis a choques nos preços do petróleo, viraram para alta após chegarem a recuar forte nesta quarta-feira (7). Durante a manhã, os papéis chegaram a cair cerca de 5%, mas fecharam em alta de 2,74%, a R$ 16,13.

Isso mesmo em um dia de baixa para o petróleo. O petróleo WTI para fevereiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 2,00% (US$ 1,14), a US$ 55 99 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 1,22% (US$ 0 74), a US$ 59,96 o barril.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter chegado a um acordo para importar US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano, uma medida que deverá aumentar o fornecimento para o maior consumidor de petróleo do mundo. Além disso, as vendas de petróleo da Venezuela continuarão indefinidamente e as sanções serão reduzidas, segundo fontes ouvidas pela CNBC.

Viva do lucro de grandes empresas

Apesar de sua base de ativos diversificada e exposição a campos onshore e offshore, na avaliação de analistas, a resiliência da petrolífera a preços mais baixos do petróleo é baixa.

A empresa enfrenta maior sensibilidade às flutuações dos preços do petróleo devido à sua estrutura de custos e às necessidades contínuas de capex. Embora os níveis de produção tenham permanecido sólidos até o terceiro trimestre de 2025, a flexibilidade limitada na alocação de capital e um balanço patrimonial menos robusto podem representar desafios caso os preços do petróleo caiam ainda mais. O foco contínuo na eficiência operacional e em investimentos seletivos será fundamental para gerenciar o risco de queda. O JPMorgan prevê que a Brava apresentará um fluxo de caixa livre negativo de -6,3% em 2026 em nosso cenário base e de -8,7% se o preço médio do Brent cair para US$ 55/barril.

Produção da Brava

A ‍Brava Energia ⁠registrou produção média ‍de 81,3 mil barris de óleo ‌equivalente por dia (boe/d) em 2025, um crescimento de 46% em relação ao ‌ano anterior.

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A XP Investimentos avalia os dados como marginalmente positivos, embora o aumento na produção fosse esperado. O destaque do mês foi o retorno da produção em Atlanta e Papa-Terra aos níveis normalizados, após a conclusão das intervenções e uma paralisação programada, respectivamente, no mês anterior. Parque das Conchas permanece temporariamente paralizado para manutenção programada, com a produção prevista para ser retomada em janeiro (a expectativa anterior do operador era dezembro). A produção de Potiguar, de 19,4kboed, continua sendo afetada pela interdição da ANP.

A Brava também divulgou os volumes de vendas: em dezembro, as vendas aumentaram na comparação mensal para 1,9 milhões de barris (MMbbl), enquanto no quarto trimestre de 2025 (4T25) as vendas caíram 800 mil barris na comparação trimestral , para 5,5 MMbbl.