Destaques da Bolsa

Braskem sobe 4% após Petrobras negar “briga” e construtoras saltam até 7% de olho em Temer; Magazine Luiza dispara 9%

Confira os destaques da Bovespa na sessão desta segunda-feira (6)

(Divulgação/Braskem)

Braskem (BRKM5, R$ 32,23, +4,61%)

As ações da Braskem se recuperam após a forte queda de 3,81% na última sexta-feira.  A Petrobras afirmou que não procede a informação de que tenha tomado qualquer iniciativa junto ao Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA para contestar os termos do acordo entre a Braskem e as autoridades legais. “A Companhia não tem quaisquer informações sobre a eventual revisão de acordo entre a Braskem e as autoridades brasileiras e estrangeiras. Ademais, a Petrobras tem conhecimento apenas das informações de natureza pública relacionadas ao mencionado acordo da Braskem”, disse a estatal em nota.

“Especificamente em relação ao contrato de fornecimento de nafta celebrado com a Braskem em 2009, a Petrobras aguarda ter acesso ao teor dos documentos do Acordo de Leniência celebrado entre a Braskem e o Ministério Público Federal, bem como dos valores que lhe serão destinados por força de tal acordo, para avaliar as medidas cabíveis”, completou a companhia. 

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 136,74, +7,67%)

As ações da Magazine Luiza registram fortes ganhos, chegando a ter ganhos de cerca de 9% na máxima do dia, O resultado da companhia será divulgado no próximo dia 20 e, de acordo com bancos como Bradesco BBI e Itaú BBA, os números da empresa serão destaque positivo, “A companhia deve dobrar Ebitda na comparação anual, apesar da expansão leve da receita, destacando a notável expansão da lucratividade registrada ao longo do ano”, apontam os analistas do Itaú BBA. 

Kroton (KROT3, R$ 13,20, -1,27%) e Estácio (ESTC3, R$ 15,15, -2,19%) 

As ações da Kroton e Estácio têm mais um dia de queda na Bolsa, em meio às perspectivas de que haverá remédios mais amargos do que o esperado para a fusão das duas companhias. Elas informaram em comunicado que buscarão solução negociada com tribunal do Cade. A Kroton diz que esse também foi o procedimento adotado pela superintendência geral do Cade na fusão com a Anhanguera, segundo comunicado por e-mail. “As companhias buscarão solução com o objetivo de afastar preocupações concorrenciais identificadas e obter a aprovação da operação”, disse a empresa. A Estácio disse que ainda analisa relatório do Cade e vai se pronunciar em comunicado ao mercado, segundo sua assessoria de imprensa. Na semana passada, a Superintendência do Cade propôs a impugnação do caso Kroton/Estácio.

Apesar de já esperada a decisão da Superintendência-Geral do Cade a respeito da união entre Kroton e Estácio, “a SG interpretou como uma fusão de conglomerados, o que poderia exigir remédios mais fortes do que aquilo que esperávamos (nosso cenário-base era a venda das operações de ensino à distância de Unesa e Uniseb, da Estácio)”, segundo relatório  do Santander. 

“Consideramos agora a venda do Uniderp, da Kroton, como um cenário mais provável (o que poderia oferecer ainda mais sinergias para um maior risco de execução). A venda da Uniderp (e das operações presenciais em cinco municípios) implicaria uma perda de receita de 9%, ainda inferior ao limite de 15% estabelecido pelo protocolo de fusão. O pior cenário seria a venda integral da Unesa, que levaria a uma perda de 18% da receita”, segundo os analistas. Mas, apesar desse retrocesso, continuamos apoiando a fusão, cujos planos passarão agora para o conselho do Cade, provavelmente levando a decisão final para o final de julho, reforçam. 

PUBLICIDADE

O Bradesco BBI também aponta que a fusão ainda está no radar, mas que requer mais cuidados após o parecer da superintendência do Cade. O banco cortou o preço-alvo para a Estácio, mas elevou a recomendação de neutra para outperform. Os analistas do banco também cortaram o preço-alvo de Kroton para R$ 15,00, mantendo recomendação neutra. 

Rumo (RUMO3, R$ 7,97, +2,84%)

As ações da Rumo sobem forte após a companhia puxar a fila de estreias no ano com uma emissão de US$ 750 milhões em títulos de sete anos, o que diminui as preocupações sobre a necessidade de investimentos da companhia. 

Via Varejo  (VVAR11, R$ 10,10, +4,23%)

As ações da Via Varejo sobem com possíveis novos interessados na companhia. Segundo a coluna do Broad, do jornal O Estado de S. Paulo,  a disputa pela Via Varejo, do Grupo Pão de Açúcar, está esquentando. A americana BestBuy é mais uma que está de olho no ativo. A francesa Fnac é outra citada, embora o porte da rede de 12 lojas – e que há um ano trocou de comando no Brasil – seja pequeno comparado aos 970 pontos da Via Varejo. As ofertas formais, no entanto, ainda não foram feitas. Além disso, permanecem no radar a chilena Falabella e a brasileira Lojas Americanas. Os analistas do BTG Pactual seguem achando que não há muitos interessados no ativo e que a Lojas Americanas é a favorita a levar.

 Já de acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo,  prestes a selar a venda das Casas Bahia e Ponto Frio — um negócio na casa dos R$ 4 bilhões — os franceses do Casino decidiram reforçar sua posição no Brasil. Mesmo antes de fechar o negócio, que deve ser anunciado em março, anunciam um investimento de R$1,2 bilhão até dezembro no Pão de Açúcar e no Assaí.

Vale (VALE3, R$ 30,41, -0,65%;VALE5, R$ 28,85, -0,55%)

As ações da Vale chegaram a subir no início da sessão, mas logo viraram para queda seguindo o movimento do minério. O contrato futuro do minério negociado em Dalian fechou em queda de 3,67%, a 603 iuanes, enquanto o negociado em Qingdao fechou em baixa de 1,93%, a US$ 80,60 a tonelada. 

PUBLICIDADE

 Localiza (RENT3, R$ 37,66, -1,57%)
As ações da Localiza abriram em leve alta, mas logo viraram para queda, após a empresa de locação de veículos e gestão de frotas Localiza informar que teve lucro líquido consolidada de 104,4 milhões de reais no quarto trimestre de 2016, com queda de 1,4 por cento na comparação com o resultado de igual período de 2015. O lucro no ano de 2016 atingiu 409,3 milhões de reais, um aumento de 1,7 por cento quando comparado com o ano anterior.

De acordo com o Bradesco BBI, os dados foram ligeiramente melhores do que o esperado devido a volumes maiores que o esperado, já que a demanda permanece robusta; a “taxa de depreciação conservadora manteve a margem Ebitda da Localiza para Seminovos em um nível elevado”. 

Porto Seguro (PSSA3, R$ 26,47, +0,15%)

A companhia de seguros divulgou seus números na manhã desta segundo, mostrando que atingiu lucro líquido de R$ 304 milhões no quarto trimestre de 2016, correspondendo a um crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 923 milhões, sofrendo uma redução de 9% versus 2015. O ROAE atingiu 9,6% no quarto trimestre e 15,5% em 2016.

Já as receitas totais ficaram estáveis no trimestre e cresceram 4% no ano em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 139 milhões. 

Elétricas
O Itaú BBA rebaixou a recomendação para as ações de quatro empresas do setor elétrico. A Eletropaulo (ELPL4, R$ 11,86, +0,08%) e a Taesa (TAEE11, R$ 21,77, -0,91%) tiveram a recomendação cortada de marketperform para underperform, enquanto a Cesp (CESP6, R$ 18,04, +1,23%) e a CPFL (CPFE3, R$ 25,45, 0%) foram cortadas de outperform para marketperform.
Construtoras
 
Michel Temer e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciam nesta segunda-feira às 15:30, em Brasília, pacote de medidas para o programa Minha Casa, Minha Vida, diz Ministério das Cidades, o que impulsiona as ações do setor. De acordo com relatório de sexta-feira do BTG Pactual, o anúncio deve ser “positivo para companhias de baixa renda, aumentando margem do produto e aumentando escopo. Assim, se confirmada, leitura seria positiva e poderia seguir dando sustentabilidade no setor, destacam os analistas, que seguem apostando em Cyrela (CYRE3, R$ 13,75, +2,92%) e EzTec (EZTC3, R$ 19,99, +2,36%) em alta renda e MRV (MRVE3, R$ 13,86, +2,06%) e Direcional (DIRR3, R$ 6,45, +4,37%) em baixa renda. Além dessas, as ações da Even (EVEN3, R$ 5,35, +5,31%)  e da Helbor (HBOR3, R$ 3,10, +6,90%) sobem até 7%. 

JBSS (JBSS3, R$ 12,29, -1,36%)

A JBS anunciou o fechamento de 4 plantas ao longo da semana passada o que, segundo o BTG Pactual, reforça o call positivo de maior racionalidade do setor. Além disso, apontam os analistas, é positivo para Minerva (BEEF3, R$ 11,93, +0,25%) pois tem melhor operação no Brasil e está numa condição financeira confortável. A JBS deve realocar essa produção para outras plantas. 

PUBLICIDADE

Além disso, o jornal Valor Econômico informa que a Petros,  fundo de previdência dos funcionários da Petrobras, zerou sua posição em papéis da JBS. A operação gerou lucro de R$ 698,4 milhões, considerando-se o investimento inicial feito em 2010,

Gol (GOLL4, R$ 6,33, +0,48%)
Segundo a coluna de Lauro Jardim do jornal O Globo, Henrique Constantino, da Gol, está negociando uma delação premiada.