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SÃO PAULO – A petroquímica Braskem está considerando a venda de ativos não estratégicos para elevar sua geração de caixa, em um ano em que espera crescimento na demanda por resinas acima do apurado em 2012.
A possibilidade de novos acordos acontece depois da companhia concluir, no fim do ano passado, a venda de ativos no pólo petroquímico de Camaçari (BA) por 652 milhões de reais à Odebrecht Ambiental. A venda dos ativos foi concluída em meio a um cenário desafiador da indústria global, que levou a uma retração na rentabilidade do setor petroquímico .
“Consideramos vender outros ativos, e os critérios são três: ativos não estratégicos, com ganho econômico e geração de caixa”, disse o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, a jornalistas. Mais cedo, a companhia divulgou lucro líquido de 275 milhões de reais, revertendo prejuízo sofrido um ano antes.
A Braskem ainda possui ativos não estratégicos de tratamento de afluentes e de logística, que podem vir a ser vendidos, segundo executivo. Em dezembro, além das unidades no pólo de Camaçari, a Braskem vendeu mais de 1.400 vagões para uma série de investidores nos Estados Unidos, por 83 milhões de dólares.
No front internacional, a companhia não pretende elevar sua participação no projeto petroquímico Etileno XXI, que está sendo construído no Estado mexicano de Veracruz, em parceria com o grupo Idesa, do México. A Braskem aumentou sua fatia para 75 por cento no projeto no ano passado.
“Para a Braskem foi muito positivo (aumentar a participação), o projeto é muito competitivo. Não são esperadas adições de participação além dos 75 por cento”, disse Fadigas.
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Às 15h10, as ações da Braskem exibiam alta de 0,4 por cento, devolvendo praticamente todo o ganho de mais de 4 por cento registrado logo no início dos negócios nesta quinta-feira, em meio a mais um dia de perdas para o Ibovespa.
Expectativas para 2013
O executivo afirmou que a companhia espera uma alta de cerca de 4 por cento na demanda brasileira de resinas em 2013, após um crescimento de 2 por cento em 2012, diante das perspectivas de aceleração da economia do país em relação ao ano passado.
“Na nossa ponta, fornecendo ao setor, esperamos que o setor consuma mais plástico. Esperamos que consuma 4 por cento a mais, motivado por dois fatores, um é o fim da guerra dos portos e outro é que a economia brasileira vai crescer mais”, ressaltou.
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A Braskem fechou 2012 com participação de 70 por cento no mercado brasileiro de resinas e Fadigas comentou que a empresa pretende continuar elevando essa fatia. “Queremos evoluir mais alguns pontos percentuais. Nós não temos uma meta numérica”, afirmou o executivo, sem dar mais detalhes.
Ainda considerando o cenário para 2013, o presidente da Braskem afirmou que espera obter uma economia de 80 milhões a 100 milhões de reais em custos com energia, após o plano do governo de reduzir as tarifas de eletricidade.
Fadigas, entretanto afirmou que cortes no fornecimento de energia no Brasil são uma preocupação para a empresa. “Não estou falando de racionamento, mas de interrupções temporárias de uma ou duas horas que afetam o setor petroquímico”, disse, citando que uma queda de energia na Bahia em outubro fez com que a unidade da empresa no Estado operasse abaixo da capacidade.
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Comperj
Questionado sobre o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Fadigas afirmou pode exigir investimentos de mais de 5 bilhões de dólares, ressaltando que o valor ainda não está definido.
“Não temos um número (de investimentos) definitivo para esse projeto… Eu diria que é seguramente um projeto de mais de 5 bilhões de dólares. O número final vai depender de uma série de detalhamentos e pode ser um número maior que esse”, disse.
O executivo comentou ainda que a Braskem não descarta parcerias no projeto. “Nesse momento o projeto é 100 por cento da Braskem, o que não descarta a gente discutir uma associação com Petrobras ou BNDES, por exemplo”, destacou sem dar mais detalhes.