Braskem, Oderbrecht e EDB captam crédito externo para financiar operações

Duas primeiras lançarão títulos de dívida corporativa, enquanto energética consegue empréstimo de € 90 mi junto a banco europeu

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SÃO PAULO – Em tempos de crédito restrito, a Braskem lançará nada menos que US$ 500 milhões em títulos de sua dívida, com vencimento de dez anos e a serem emitidos nos mercados internacionais. Conforme o termo de emissão da companhia, os rendimentos dos títulos serão de 7,375% ao ano.

Em consonância, a Odebrecht lançará títulos com prazo de cinco anos, visando levantar cerca de US$ 150 milhões no processo. A emissão será realizada pelos bancos Itaú e Santander, ainda no decorrer desta semana.

Nesse sentido, a agência de classificação de risco Fitch Ratings classificou o processo com o rating ‘BB+’ na escala global e ‘AA(bra)’ na nacional. Ambas categorizações detêm perspectivas estáveis.

EDB também

Ampliando a lista de brasileiras em busca de liquidez, a EDB (Energias do Brasil) comunicou em nota que o BEI (Banco Europeu de Investimentos) aprovou uma linha de crédito de € 90 milhões, para financiar investimentos neste ano e no próximo, do segmento de distribuição energética.

O plano de investimentos para as distribuidoras Bandeirante e Escelsa, que receberão o crédito europeu, está orçado em US$ 600 milhões no próximo biênio. “A linha de crédito é de € 45 milhões para cada distribuidora, com prazo de até dez anos para amortização”, completa a nota.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (1), a corretora Ágora enxergou a novidade com viés positivo, afirmando que o financiamento deverá reforçar a posição de caixa da energética, “em um ano que a empresa terá fortes desembolsos com investimentos (R$ 1,07 bilhão estimado para 2009) e com vencimento de dívidas de curto prazo (R$ 1,08 bilhão)”.