Destaques da Bolsa

Braskem dispara 12% e Vale ‘ignora’ minério e sobe 5%; só 12 ações sobem na semana

Confira os principais destaques da Bolsa no pregão desta sexta-feira (2)

(Divulgação/Braskem)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve um pregão de forte volatilidade nesta sexta-feira (2). Após queda de mais de 2% na abertura, em meio à postura cautelosa dos investidores, o índice atingiu alta de 1,47%, a 60.378 pontos, na máxima do dia, puxado por ganhos de commodities. A Petrobras e Vale, que caíram mais de 4%, viraram para alta de até 4% nesta sessão. O motivo: a virada dos preços do petróleo lá fora, que ajudaram a dar fôlego à ação da estatal.

Por aqui, os investidores sentiram também o peso da divulgação do Relatório de Emprego dos Estados Unidos, saltando 1.000 em 5 minutos, após revisão para baixo da criação de vagas em outubro. O dado de novembro, no entanto, veio em linha com o esperado, levando o Ibovespa a apagar nos 5 minutos que se seguiram os 1.000 pontos conquistados após o Payroll.

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Na semana, o índice marcou sua primeira queda em três semanas, fazendo com que apenas 12 das 58 ações do Ibovespa fechassem em alta no período. Figuraram no “top 5” do índice, as ações da Braskem, Petrobras ON e PN, Qualicorp e Cyrela. Apesar da Braskem destoar na liderança, com ganhos de 14,84%, a maior parte dessa valorização foi registrada hoje, após a companhia anunciar acordo de leniência. Os papéis da petroquímica dispararam mais de 12% nesta sessão.   

Confira abaixo os destaques de ações deste pregão: 

Braskem (BRKM5, R$ 30,49, +12,43%)
As ações da Braskem lideraram os ganhos do Ibovespa, após celebrar acordo de leniência na Operação Lava Jato. Na máxima do dia, os papéis subiram 14,12%, a R$ 30,95. Em comunicado, a companhia disse que se encontra em estágio avançado de negociação com as autoridades competentes no Brasil e Estados Unidos e que espera celebrar, com essas autoridades, um acordo de leniência compreendendo todos os fatos que envolveram a empresa no âmbito da Lava Jato. 

Cyrela (CYRE3, R$ 9,42, +5,49%)
As ações da Cyrela subiram forte, após ter 
sua recomendação elevada para outperform (desempenho acima da média) pelo Credit Suisse.

Bancos
As ações dos bancos – Bradesco (BBDC3, R$ 27,57, +0,53%; BBDC4, R$ 28,52, +1,59%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 27,17, +2,07%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 33,94, +0,41%) – viraram para alta nesta tarde, após a derrocada da véspera em meio à turbulência política e após a Operação Zelotes cumprir mandados de busca e apreensão no Itaú para obter documentos relativos ao BankBonston, alvo da investigação.

Petrobras (PETR3, R$ 18,65, +2,42%PETR4, R$ 15,83, +2,53%)
A virada de humor do mercado nesta sessão também reflete nas ações da petrolífera estatal. O desempenho dos papéis também viraram para ganhos, seguindo a nova alta nos preços do petróleo no mercado internacional que seguem o rali das últimas duas sessões. Os preços dos barris WTI e brent acumulam respectivas altas de 0,59% e 0,72%, cotados a US$ 51,58 e US$ 54,33 o barril.

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Vale (VALE3, R$ 29,49, +4,10%; VALE5, R$ 26,41, +4,97%)
As ações da Vale também mostraram um salto impressionante nesta sessão, com a virada para cima do mercado. Os papéis da mineradora, que caíram mais de 3% na mínima do dia, fecharam em alta de 5%, se descolando da queda da commodity hoje, com o preço no mercado spot (à vista), negociado no porto de Qingdao (China) com 62% de pureza, tendo registrado recuo de 0,73%, a US$ 77,79.

Acompanharam o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 15,50, +4,87%) – holding que detém participação da Vale, enquanto as siderúrgicas fecharam entre perdas e ganhos, com Gerdau (GGBR4, R$ 12,90, -0,39%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,52, +2,22%), Usiminas (USIM5, R$ 3,97, -1,24%) e CSN (CSNA3, R$ 11,91, +2,14%). 

Ambev (ABEV3, R$ 16,71, +0,48%)
Dados de produção de cerveja piores do que o esperado, empurraram para baixo as ações da Ambev e ofuscaram o anúncio na véspera do
pagamento de R$ 3,5 bilhões em juros sobre capital próprio referentes ao exercício de 2016. O montante corresponde a R$ 0,22 por ação. O pagamento dos proventos será realizado em 29 de dezembro aos acionistas com posição no dia 21 de dezembro no que se refere à BM&FBovespa e 27 de dezembro em relação à Bolsa de Nova York. 

Dados do Sicobe de novembro mostram queda de 4% da produção de cerveja na comparação anual em novembro, retornando para patamares de 2011. Segundo o BTG Pactual, a performance fraca reitera o call negativo em Ambev. Os analistas do banco seguem achando que é uma história de compressão de múltiplos e mantêm recomendação neutra. Nesta semana, contudo, o Santander elevou a recomendação da ação para outperform (desempenho acima da média). 

Embraer (EMBR3, R$ 17,00, +0,47%
Os papéis da Embraer subiram com o dólar ofuscando duas notícias negativas para a empresa. A empresa divulgou que irá atrasar a programação inicial de certificação e entrada em serviço do jato E175 E2, de 2020 para 2021, e teve também o preço-alvo de suas ADRS cortado de US$ 30 para US$ 25 dólares ao final de 2017.

Fibria (FIBR3, R$ 31,92, +1,17%)
Além de ganhar com a alta do dólar, a Fibria subiu após anunciar reajuste de preços de celulose nos mercados da Europa para US$ 680 dólares e na América do Norte para US$ 860.