Braskem (BRKM5) vê alta de spreads com continuação de guerra no Oriente Médio

'Consultorias externas indicam que existe expectativa de aumento de quase 50% ​nos spreads ao longo do primeiro trimestre', afirmou executiva

Reuters

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Foto: Divulgação
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SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) – A ⁠Braskem (BRKM5), que afirma ser ⁠a maior compradora individual de nafta do ‌mundo, está vendo possibilidade de ter ganhos operacionais nos próximos meses caso a guerra ‌no Oriente Médio se prolongue e intensifique, afirmaram executivos da petroquímica nesta sexta-feira.

‘Apesar de muita instabilidade em função da guerra no Oriente Médio, pode haver oportunidades de ⁠capturas ‌de valor para algumas regiões, inclusive ⁠Américas, considerando o aumento de spreads no mercado internacional’, afirmou a diretora de relações com investidores da Braskem, em conferência com analistas após a publicação dos ​resultados da companhia.

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‘Consultorias externas indicam que existe expectativa de aumento de quase 50% ​nos spreads ao longo do primeiro trimestre’, afirmou a executiva, referindo-se à diferença de preços entre a matéria-prima e o produto petroquímico, que antes da guerra ‌vinha sob um forte ciclo ​de baixa que prejudicava os resultados do setor.

Segundo o presidente-executivo da empresa, Roberto Ramos, e enquanto rivais ⁠asiáticos da ​Braskem estão ​enfrentando dificuldades para obtenção de matéria-prima para suas operações, a ⁠petroquímica brasileira importa ​a maior parte de suas necessidades de nafta dos Estados Unidos.

‘A questão de ‘sourcing’ não está ​sob risco por origem, mas está impactada pelo custo’, afirmou o executivo, ​citando que ⁠os impactos da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel ⁠contra o Irã sobre a cadeia petroquímica global devem levar ‘alguns anos’ para serem resolvidos diante de destruição de infraestruturas de produção e transporte no Oriente Médio.

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