Braskem (BRKM5): ação fecha quase estável após chegar a subir forte com notícia de oferta de R$ 10 bi da J&F

De acordo com a reportagem, a oferta foi apresentada na noite de terça-feira aos bancos que são credores da Novonor.

Equipe InfoMoney

Braskem (Foto: Divulgação)

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As ações da Braskem (BRKM5) subiram até 3,8% após notícia do jornal Valor Econômico de que a holding J&F fez uma oferta de R$ 10 bilhões pela participação da Novonor, ex-Odebrecht, na petroquímica. Contudo, os ativos amenizaram os ganhos e fecharam a sessão desta quarta-feira (12) em leve alta de 0,38%,  a R$ 26,18.

De acordo com a reportagem, a oferta foi apresentada na noite de terça-feira aos bancos que são credores da Novonor. O valor proposto prevê pagamento à vista, acrescentou o jornal.

Ativos em disputa

Cabe ressaltar que, na segunda-feira (10), a Petrobras (PETR3;PETR4) informou ter solicitado acesso ao virtual data room da Braskem para o processo de due diligence visando eventual exercício de “tag along” ou de direito de preferência na hipótese de alienação das ações detidas pela Novonor na petroquímica.

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“Vale destacar que não houve qualquer decisão da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração em relação ao processo de desinvestimento ou de aumento de participação na Braskem, sendo esta apenas uma etapa necessária referente aos direitos de tag along e de preferência previstos no Acordo de Acionistas”, ressaltou a Petrobras, que é sócia da Novonor na Braskem.

O movimento da Petrobras ocorreu após a Novonor ter informado na semana passada que encaminhou correspondência à Unipar (UNIP6) convidando-a para dar início ao processo de due diligence, visando receber uma oferta final vinculativa por sua participação na petroquímica.

No mês passado, a Unipar, uma das principais produtoras de cloro e soda na América do Sul, fez uma proposta não vinculante para a aquisição do controle da Braskem, a R$ 36,50 por ação. Além da Unipar, a gestora de ativos Apollo e o grupo petrolífero dos Emirados Árabes Adnoc tinham feito uma oferta conjunta pelo controle da Braskem.

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A Novonor, antiga Odebrecht, uma das principais acionistas da Braskem, há tempos busca vender o controle acionário da petroquímica como parte de uma reestruturação mais ampla.

(com Reuters)