Brasileiros pretendem gastar R$ 460 na compra do próximo celular, diz estudo

Segundo pesquisa da TNS, valor é 47% maior do que os R$ 315 gastos na compra do último aparelho

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SÃO PAULO – Os consumidores brasileiros não pretendem economizar na compra do próximo celular. É o que mostrou uma pesquisa da consultoria TNS, que constatou que as pessoas estão dispostas a gastar 47% a mais no próximo aparelho. O desembolso seria de R$ 460, contra R$ 315 gastos no celular anterior.

O levantamento também indicou que 90% dos brasileiros preferem aparelhos multifuncionais que oferecem, além da comunicação, recursos como câmera digital, tocadores de música e filmadoras. A pesquisa também foi feita em outros 31 países, e a média global dos consumidores que optam por esses modelos é de apenas 39%.

“Esse interesse pelo formato all-in-one está associado, principalmente, à praticidade. Embora seja uma variável importante, o preço não é o fator determinante da escolha entre um ou vários aparelhos”, afirma o diretor de planejamento da TNS, Lucas Pestalozzi.

Desejo por tecnologia

Para 17% dos consumidores do País, o que motiva a troca de aparelho é o desejo por um celular com tecnologia de última geração. Mesmo entre as pessoas (65%) que tiveram que comprar um aparelho devido à perda ou roubo do anterior, é expressiva a parcela daqueles que aproveitaram a compra para adquirir um modelo mais equipado.

“Em decorrência dessa compra não planejada, é provável que estes consumidores não invistam num aparelho tão avançado quanto pretendiam antes do imprevisto, mas, ainda assim, buscam um upgrade”, diz Pestalozzi.

O design também é levado em conta pelos brasileiros. Embora os modelos mais vendidos continuem sendo os tradicionais, com flip ou sem, cada vez mais as pessoas buscam versões com teclado qwerty (semelhante ao de PCs) e os touchscreen. Entre os entrevistados, 13% demonstraram interesse nos modelos qwerty e 10,4% no touchscreen. Atualmente, esses aparelhos representam apenas 3,7% e 4,9%, na ordem, do disponível no mercado.

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Recursos

Em 2008, o recurso mais desejado era a câmara digital, que agora já apresenta performances mais avançadas e está cada vez mais presente nos aparelhos, o que permitiu que os usuários passassem a demandar mais evoluções no recurso música, como MP3 e rádios AM/FM, itens que vêm crescendo em importância.

Além desses itens, também se destaca a possibilidade de assistir TV no celular. O desejo pela disponibilidade desse serviço chega a 70% nas classes de baixa renda, e de apenas 57% nas com as maiores rendas. “A idéia da TV móvel desperta grande interesse dos consumidores, mas sua aceitação no mercado nacional irá depender de algumas variáveis, tais como tecnologia, disponibilidade de canais e custo do serviço”, avalia Pestalozzi.

Outro item de destaque é o Bluetooth, cuja demanda está relacionada à maior possibilidade de interconectividade entre aparelhos. Mais uma vez, o segmento de baixa renda (62%) possui um interesse maior nesse item do que a alta renda (41%).