Brasileiro trabalhou 3 horas a mais em agosto para comprar cesta

Jornada exigida subiu para 95 horas e 03 minutos em agosto, aponta Dieese

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SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em 15 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em agosto, houve aumento de pouco mais de 3 horas no tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado ao tempo necessário em julho.

De acordo com o levantamento, no oitavo mês do ano, o trabalhador brasileiro que ganha o salário mínimo precisou de 95 horas e 03 minutos, em média, para adquirir os produtos essenciais.

Um ano antes, a mesma cesta exigia 94 horas e 38 minutos de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta terça-feira (4).

Mais tempo de trabalho em Porto Alegre
No mês passado, Porto Alegre foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 109 horas e 02 minutos. Em seguida, aparecem São Paulo (108 horas e 14 minutos) e Rio de Janeiro (107 horas e 00 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, foram Aracaju (75 horas e 20 minutos), Salvador (79 horas e 40 minutos) e João Pessoa (82 horas e 32 minutos).

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em agosto, por capital:

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Tempo de trabalho nas cidades
Posição Cidade Horas trabalhadas
Fonte: Dieese
1º Porto Alegre 109h02m
2º São Paulo 108h14m
3º Rio de Janeiro 107h00m
4º Vitória 105h37m
5º Florianópolis 104h31m
6º Belo Horizonte 101h17m
7º Brasília 100h38m
8º Manaus 99h19m
9º Curitiba 99h14m
10º Goiânia 93h20m
11º Belém 92h47m
12º Fortaleza 86h55m
13º Natal 85h17m
14º Recife 85h10m
15º João Pessoa 82h32m
16º Salvador 79h40m
17º Aracaju 75h20m