Brasileiro trabalha uma hora a mais para comprar cesta básica em março

Jornada exigida passou de 95 horas e 09 minutos em janeiro para 96 e 13 minutos em março, aponta Dieese

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SÃO PAULO – Com a queda nos preços dos produtos da cesta básica verificada em apenas três das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em março, subiu em mais de uma hora o tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos.

Enquanto em fevereiro o trabalhador brasileiro precisava de 95 horas e 09 minutos, em média, para adquirir produtos essenciais, no mês de março, a jornada exigida passou para 96 horas e 13 minutos.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta terça-feira (5). Em março de 2010, a mesma cesta exigia 94 horas e 38 minutos de trabalho.

Cesta exige mais tempo de trabalho em SP
No mês passado, São Paulo foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 108 horas e 01 minuto, cerca de uma hora e meia a mais do que no mês anterior. Em seguida aparecem Porto Alegre (105 horas e 25 minutos) e Rio de Janeiro (104 horas e 52 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, no mês passado, foram Aracaju (77horas e 39 minutos), João Pessoa (82 horas e 19 minutos) e Recife (84 horas e 41 minutos). 

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em fevereiro, por capital:

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Posição Cidade Horas Trabalhadas
1º São Paulo 108h01min
2º Porto Alegre 105h25min
3º Rio de Janeiro 104h52min
4º Vitória 104h17min
5º Manaus 101h28min
6º Brasília 101h04min
7º Florianópolis 101h02min
8º Belo Horizonte 100h25min
9º Curitiba 100h17min
10º Goiânia 97h55min
11º Natal 94h48min
12º Belém 93h57min
13º Salvador 89h07min
14º Fortaleza 88h22min
15º Recife 84h41min
16º João Pessoa 82h19min
17º Aracaju 77h39min