Brasileiro trabalha uma hora a mais em abril para comprar cesta básica

Jornada exigida subiu de 84 horas e 53 minutos em março para 85 horas e 53 minutos no mês passado, aponta Dieese

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SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em 15 das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em abril, houve aumento de uma hora no tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado ao tempo usado em março.

Enquanto que, em março, o trabalhador brasileiro que ganha o salário mínimo precisava de 84 horas e 53 minutos, em média, para adquirir produtos essenciais, em abril, a jornada exigida caiu para 85 horas e 53 minutos.

Em abril de 2011, a mesma cesta exigia 94 horas e 41 minutos de trabalho. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira (7).

Mais tempo de trabalho em São Paulo
No mês passado, São Paulo foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 98 horas e 04 minutos – 1 hora e 65 minutos a mais do que no mês anterior. Em seguida, aparecem Porto Alegre (94 horas e 50 minutos) e Manaus (94 horas e 30 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, no mês passado, foram Aracaju (68 horas e 06 minutos), João Pessoa (76 horas e 44 minutos) e Salvador (77 horas e 05 minutos).

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em abril, por capital:

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Posição Cidade Horas trabalhadas
1º São Paulo 98h04m
2º Porto Alegre 94h50m
3º Manaus 94h30m
4º Vitória 92h43m
5º Belo Horizonte 91h32m
6º Florianópolis 91h13m
7º Brasília 90h22m
8º Rio de Janeiro 89h09m
9º Curitiba 88h12m
10º Belém 87h52m
11º Goiânia 83h15m
12º Natal 79h44m
13º Recife 79h13m
14º Fortaleza 77h25m
15º Salvador 77h05m
16º João Pessoa 76h44m
17º Aracaju 68h06m