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SÃO PAULO – Apesar do comportamento desigual dos preços da cesta básica de uma localidade para outra, o brasileiro que recebe um salário mínimo teve de trabalhar menos em junho para comprar os bens alimentícios essenciais.
Em média, o trabalhador necessitou cumprir 91 horas e 33 minutos no sexto mês do ano para adquirir a cesta básica, contra 92 horas e 03 minutos em maio e 96 horas e 04 minutos em junho do ano passado.
Os dados fazem parte da “Pesquisa Nacional da Cesta Básica”, divulgada nesta terça-feira (03) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Porto Alegre trabalhou mais para pagar
Das 16 capitais analisadas pela pesquisa, Porto Alegre foi novamente a localidade onde as pessoas mais tiveram de trabalhar para conseguir comprar a cesta básica: 112 horas e 15 minutos.
Em seguida, vieram os residentes das cidades de São Paulo (108 horas e 31 minutos) e Rio de Janeiro (100 horas e 21 minutos). Já as cidades onde as pessoas menos tiveram de trabalhar foram João Pessoa (77 horas e 37 minutos) e Fortaleza (79 horas e 14 minutos).
Ranking
Confira na tabela a seguir o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em junho, por cidade:
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| Cidade | Horas trabalhadas |
| Porto Alegre | 112h15min |
| São Paulo | 108h31min |
| Rio de Janeiro | 100h21min |
| Curitiba | 98h58min |
| Florianópolis | 97h05min |
| Brasília | 99h11min |
| Belo Horizonte | 96h00min |
| Belém | 89h41min |
| Vitória | 95h19min |
| Goiânia | 89h04min |
| Natal | 80h36min |
| Aracaju | 81h19min |
| Fortaleza | 79h14min |
| João Pessoa | 77h37min |
| Salvador | 79h21min |
| Recife | 80h14min |
Fonte: Dieese