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SÃO PAULO – O brasileiro que recebe um salário mínimo teve de trabalhar mais no oitavo mês do ano para comprar os bens alimentícios essenciais. Em média, o trabalhador necessitou cumprir 97 horas em agosto para adquirir a cesta básica, contra 92 horas e 37 minutos em julho e 92 horas e 33 minutos no oitavo mês de 2006.
Os dados fazem parte da “Pesquisa Nacional da Cesta Básica”, divulgada nesta terça-feira (04) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Porto Alegre trabalhou mais para pagar
Das 16 capitais analisadas pela pesquisa, Porto Alegre foi novamente a localidade onde as pessoas mais tiveram de trabalhar para conseguir comprar a cesta básica: 119 horas e 29 minutos.
Em seguida, vieram os residentes das cidades de São Paulo (111 horas e 46 minutos) e Rio de Janeiro (105 horas e 27 minutos). Já as cidades onde as pessoas menos tiveram de trabalhar foram Salvador (85 horas e 04 minutos) e Fortaleza (81 horas e 56 minutos).
Ranking
Confira na tabela o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em agosto, por cidade:
| Cidade | Horas trabalhadas |
| Porto Alegre | 119h29min |
| São Paulo | 111h46min |
| Rio de Janeiro | 105h27min |
| Florianópolis | 104h35min |
| Brasília | 102h01min |
| Belo Horizonte | 101h39min |
| Curitiba | 100h54min |
| Vitória | 99h54min |
| Natal | 94h07min |
| Belém | 93h35min |
| Goiânia | 90h12min |
| João Pessoa | 87h34min |
| Aracaju | 87h19min |
| Recife | 86h25min |
| Salvador | 85h04min |
| Fortaleza | 81h56min |
Fonte: Dieese